UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2022
Nuligesta, 26 anos, vem tentando engravidar há 4 anos, sem sucesso. Queixa-se de dispareunia profunda e dor pélvica, informando que a dor piora bastante no período menstrual. Ao toque vaginal, observa-se útero retrovertido, fixo, sensível ao toque e à presença de nodulações no ligamento útero-sacral. Após avaliar exames complementares, o médico indica uma videolaparoscopia com biópsia, chegando ao diagnóstico final. Ao receber explicações sobre as opções de tratamento, a paciente opta pelo uso de um implante liberador de etonogestrel e 6 meses depois, na consulta de retorno, relata alívio significativo do quadro álgico. A melhora da sintomatologia ocorreu porque o medicamento escolhido
Etonogestrel na endometriose → atrofia dos focos ectópicos, aliviando dor.
O etonogestrel, um progestágeno, atua na endometriose induzindo a decidualização e subsequente atrofia dos implantes endometrióticos ectópicos, o que reduz a inflamação e a dor associada.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, causando uma resposta inflamatória que leva a dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. É uma condição comum que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, impactando significativamente sua qualidade de vida. O diagnóstico da endometriose é frequentemente clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico (como nodulações em ligamentos uterossacros e útero fixo), mas a confirmação definitiva é histopatológica, geralmente obtida por videolaparoscopia com biópsia. O tratamento visa aliviar a dor, melhorar a fertilidade e prevenir a progressão da doença. O etonogestrel, um progestágeno sintético, é uma opção terapêutica eficaz para a endometriose. Seu principal mecanismo de ação é a indução de decidualização e posterior atrofia dos focos de tecido endometrial ectópico, suprimindo seu crescimento e atividade inflamatória. Isso leva a uma redução significativa dos sintomas álgicos. Além disso, os progestágenos podem suprimir a ovulação, contribuindo para o controle da doença.
Os sintomas clássicos incluem dismenorreia intensa, dispareunia profunda, dor pélvica crônica, infertilidade e sintomas urinários ou intestinais cíclicos.
Os progestágenos, como o etonogestrel, tratam a endometriose induzindo um estado de pseudogravidez ou atrofia nos focos de tecido endometrial ectópico, reduzindo sua proliferação e a resposta inflamatória.
A videolaparoscopia é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo da endometriose, permitindo a visualização direta e biópsia dos implantes, além de possibilitar o tratamento cirúrgico das lesões.
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