Endometriose: Fisiopatologia da Dor Pélvica Crônica

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022

Enunciado

Mulher de 25 anos procura ambulatório de ginecologia com queixa de dores pélvicas tipo cólicas em período menstrual que vêm piorando há dois anos. G0P0 e informa que não usa métodos contraceptivos. Paciente revela irregularidade menstrual coincidente com o início dos sintomas álgicos. Finaliza se queixando de desconforto durante o ato sexual. O exame físico demonstra dor à palpação profunda do abdome e desconforto durante o toque ginecológico.De acordo com o provável diagnóstico, é CORRETO afirmar que o(a)

Alternativas

  1. A) aumento da integrina está associado às sinequias da cavidade uterina.
  2. B) dismenorreia, nesses casos, se inicia tipicamente 24h após a menstruação.
  3. C) dispareunia está mais associada ao comprometimento da anatomia ovariana.
  4. D) dor pode resultar da invasão neuronal dos implantes endometrióticos.
  5. E) apotose com incompetência oocitária é a melhor teoria para infertilidade.

Pérola Clínica

Endometriose: dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia → dor por invasão neuronal dos implantes.

Resumo-Chave

A dor associada à endometriose, que se manifesta como dismenorreia, dor pélvica crônica e dispareunia, é multifatorial, mas um mecanismo importante é a invasão e sensibilização de nervos pelos implantes endometrióticos, além da inflamação local.

Contexto Educacional

A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo teorias como a menstruação retrógrada, metaplasia celômica e disseminação linfática/hematogênica. É uma condição de grande impacto na qualidade de vida das pacientes e na saúde pública. Os sintomas incluem dismenorreia progressiva, dor pélvica crônica, dispareunia de profundidade e infertilidade. O diagnóstico é clínico, com auxílio de exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética, mas a confirmação definitiva é histopatológica após biópsia. A fisiopatologia da dor na endometriose é complexa. Além da inflamação local e do sangramento cíclico dos implantes, a invasão e a sensibilização de fibras nervosas pelos focos endometrióticos desempenham um papel crucial na cronificação e intensidade da dor. O tratamento pode ser clínico (hormonal, analgésicos) ou cirúrgico, dependendo da gravidade dos sintomas e do desejo de gestação.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da endometriose?

Os sintomas clássicos incluem dismenorreia progressiva, dor pélvica crônica não cíclica, dispareunia de profundidade e, em alguns casos, infertilidade ou sintomas urinários/intestinais cíclicos.

Como a endometriose causa dor pélvica?

A dor na endometriose é multifatorial, envolvendo inflamação local, produção de citocinas e prostaglandinas, sangramento cíclico dos implantes, formação de aderências e, crucialmente, a invasão e sensibilização de fibras nervosas pelos implantes.

Qual a relação entre endometriose e infertilidade?

A endometriose pode causar infertilidade por diversos mecanismos, como distorção da anatomia pélvica, formação de aderências, inflamação local que afeta a função tubária e oócitos, e alterações na receptividade endometrial.

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