SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Mulher de 25 anos procura ambulatório de ginecologia com queixa de dores pélvicas tipo cólicas em período menstrual que vêm piorando há dois anos. G0P0 e informa que não usa métodos contraceptivos. Paciente revela irregularidade menstrual coincidente com o início dos sintomas álgicos. Finaliza se queixando de desconforto durante o ato sexual. O exame físico demonstra dor à palpação profunda do abdome e desconforto durante o toque ginecológico.De acordo com o provável diagnóstico, é CORRETO afirmar que o(a)
Endometriose: dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia → dor por invasão neuronal dos implantes.
A dor associada à endometriose, que se manifesta como dismenorreia, dor pélvica crônica e dispareunia, é multifatorial, mas um mecanismo importante é a invasão e sensibilização de nervos pelos implantes endometrióticos, além da inflamação local.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo teorias como a menstruação retrógrada, metaplasia celômica e disseminação linfática/hematogênica. É uma condição de grande impacto na qualidade de vida das pacientes e na saúde pública. Os sintomas incluem dismenorreia progressiva, dor pélvica crônica, dispareunia de profundidade e infertilidade. O diagnóstico é clínico, com auxílio de exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética, mas a confirmação definitiva é histopatológica após biópsia. A fisiopatologia da dor na endometriose é complexa. Além da inflamação local e do sangramento cíclico dos implantes, a invasão e a sensibilização de fibras nervosas pelos focos endometrióticos desempenham um papel crucial na cronificação e intensidade da dor. O tratamento pode ser clínico (hormonal, analgésicos) ou cirúrgico, dependendo da gravidade dos sintomas e do desejo de gestação.
Os sintomas clássicos incluem dismenorreia progressiva, dor pélvica crônica não cíclica, dispareunia de profundidade e, em alguns casos, infertilidade ou sintomas urinários/intestinais cíclicos.
A dor na endometriose é multifatorial, envolvendo inflamação local, produção de citocinas e prostaglandinas, sangramento cíclico dos implantes, formação de aderências e, crucialmente, a invasão e sensibilização de fibras nervosas pelos implantes.
A endometriose pode causar infertilidade por diversos mecanismos, como distorção da anatomia pélvica, formação de aderências, inflamação local que afeta a função tubária e oócitos, e alterações na receptividade endometrial.
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