AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021
A endometriose é uma condição ginecológica benigna e crônica, caracterizada pela presença de tecido endometrial localizado fora da cavidade uterina, e sua prevalência varia de 5 a 15% nas mulheres no período reprodutivo e em torno de 3% na pós menopausa. Em relação à endometriose assinale a alternativa correta:
Teoria de Sampson = menstruação retrógrada → implantação de tecido endometrial fora do útero.
A teoria da menstruação retrógrada (Sampson) é a mais aceita para explicar a endometriose, onde células endometriais viáveis são transportadas pelas tubas uterinas para a cavidade peritoneal, implantando-se e crescendo em locais ectópicos. Embora existam outras teorias, esta é a base para muitos casos.
A endometriose é uma doença ginecológica crônica e benigna, caracterizada pela presença de tecido endometrial funcional fora da cavidade uterina. Afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, causando dor pélvica significativa, infertilidade e impactando a qualidade de vida. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A teoria mais aceita para explicar a endometriose é a da menstruação retrógrada, proposta por Sampson. Segundo essa teoria, durante a menstruação, células endometriais viáveis são transportadas através das tubas uterinas para a cavidade peritoneal, onde se aderem e proliferam em órgãos como ovários, peritônio e ligamentos uterinos. Outras teorias incluem a metaplasia celômica, a disseminação linfática ou hematogênica e a disfunção imunológica. O diagnóstico da endometriose pode ser desafiador, com a ultrassonografia transvaginal sendo um exame inicial importante, mas a laparoscopia com biópsia ainda é o padrão-ouro. O tratamento da endometriose é individualizado e visa aliviar a dor, melhorar a fertilidade e prevenir a progressão da doença. Pode incluir terapia hormonal (anticoncepcionais orais, progestagênios, análogos de GnRH), analgésicos e cirurgia para remover os implantes endometrióticos. A doença é crônica e requer acompanhamento a longo prazo, com foco na educação da paciente e no manejo multidisciplinar dos sintomas.
Os sintomas mais comuns incluem dor pélvica crônica, dismenorreia intensa, dispareunia (dor durante a relação sexual), infertilidade e sintomas intestinais ou urinários cíclicos, dependendo da localização dos implantes.
A teoria de Sampson postula que durante a menstruação, parte do fluxo menstrual contendo células endometriais viáveis reflui através das tubas uterinas para a cavidade peritoneal, onde essas células se implantam e crescem em locais ectópicos.
Fatores de risco incluem menarca precoce, ciclos menstruais curtos, sangramento menstrual intenso e prolongado, nuliparidade, histórico familiar de endometriose e anomalias uterinas que dificultam o fluxo menstrual.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo