UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021
Paciente apresentando história de dismenorreia importante desde o menacme, além de esterilidade. Realizou laparoscopia diagnóstica, que mostrou focos sugestivos de endometriose, informação confirmada por biópsia. Em relação à etiologia dessa patologia, é correto afirmar:
Endometriose: etiologia multifatorial, mas menstruação retrógrada (Sampson) é a teoria mais aceita.
A endometriose é uma patologia complexa com etiologia multifatorial. A teoria da menstruação retrógrada, proposta por Sampson, é a mais aceita, sugerindo que o refluxo de tecido endometrial viável pelas tubas uterinas para a cavidade peritoneal é um fator chave.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, causando sintomas como dismenorreia intensa, dor pélvica crônica, dispareunia e infertilidade. Sua etiologia é complexa e multifatorial, com diversas teorias propostas para explicar sua patogênese e a ampla gama de localizações dos implantes. A teoria da menstruação retrógrada, proposta por Sampson, é a mais amplamente aceita. Ela sugere que o refluxo de sangue menstrual contendo células endometriais viáveis através das tubas uterinas para a cavidade peritoneal permite a implantação e o crescimento desses tecidos em locais ectópicos. No entanto, esta teoria não explica todas as formas de endometriose, como a que ocorre em sítios distantes ou em mulheres com obstrução do fluxo menstrual. Outras teorias importantes incluem a metaplasia celômica, que propõe a transformação de células peritoneais em tecido endometrial, e a teoria da indução, que sugere que fatores ambientais ou bioquímicos podem induzir a diferenciação de células indiferenciadas em endométrio. A disseminação linfática ou vascular também é considerada para explicar a presença de endometriose em locais incomuns. A compreensão dessas teorias é fundamental para o manejo da doença, que envolve desde o tratamento sintomático até abordagens cirúrgicas e hormonais.
A teoria mais aceita é a da menstruação retrógrada, proposta por Sampson. Ela sugere que, durante a menstruação, o tecido endometrial reflui através das trompas de Falópio para a cavidade peritoneal, onde se implanta e cresce, formando os focos de endometriose.
A teoria da metaplasia celômica postula que as células do peritônio, que têm origem embriológica comum com o endométrio, podem sofrer metaplasia (transformação) em tecido endometrial sob certos estímulos, como inflamação crônica ou fatores hormonais, levando à formação de focos de endometriose.
Além da menstruação retrógrada e da metaplasia celômica, outras teorias incluem a disseminação linfática ou vascular (explicando focos distantes), a teoria da indução (sugerindo que fatores bioquímicos ou imunológicos induzem a diferenciação de células mesenquimais em endométrio) e fatores genéticos e imunológicos que modulam a suscetibilidade e a progressão da doença.
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