SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
Mulher de 23 anos, nuligesta, com endometriose e dismenorreia moderada, deseja tratamento clínico. Refere ter enxaqueca com aura. O melhor bloqueio hormonal para essa paciente é:
Enxaqueca com aura = contraindicação absoluta a estrogênios. Para endometriose/dismenorreia, progestagênio isolado é a melhor opção.
A presença de enxaqueca com aura é uma contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) devido ao risco aumentado de eventos tromboembólicos e AVC. Nesses casos, progestagênios isolados são a escolha segura e eficaz para o tratamento da endometriose e dismenorreia.
A endometriose é uma condição crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, causando dor pélvica, dismenorreia e infertilidade. O tratamento clínico visa suprimir o crescimento do tecido ectópico e aliviar os sintomas, sendo os hormônios uma das principais abordagens. No entanto, a escolha do tratamento hormonal deve considerar as comorbidades da paciente. A enxaqueca com aura é uma contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio), seja oral, injetável ou transdérmico. O estrogênio aumenta o risco de eventos tromboembólicos e acidente vascular cerebral isquêmico em mulheres com enxaqueca com aura, tornando esses métodos inseguros. Nesses casos, os progestagênios isolados (orais, injetáveis ou dispositivos intrauterinos) são a opção de escolha. Eles atuam induzindo atrofia do endométrio ectópico e suprimindo a ovulação, aliviando a dor e controlando a progressão da endometriose, sem os riscos associados ao estrogênio. Análogos de GnRH como a gosserrelina também são eficazes, mas geralmente reservados para casos mais graves ou refratários devido aos seus efeitos colaterais e custo.
Contraceptivos combinados contêm estrogênio, que aumenta o risco de eventos tromboembólicos e acidente vascular cerebral isquêmico em mulheres com enxaqueca com aura, tornando-os contraindicados para essa condição.
Para pacientes com contraindicação a estrogênio, as opções incluem progestagênios isolados (orais, injetáveis ou DIU hormonal), análogos de GnRH (como a gosserrelina) e inibidores da aromatase, dependendo da gravidade e tolerância.
Os progestagênios isolados atuam induzindo atrofia do tecido endometrial ectópico e suprimindo a ovulação, o que leva à redução da dor e controle da progressão da endometriose, sem os riscos associados ao estrogênio.
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