Endometriose: Tratamento com Progestágenos e Alívio da Dor

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021

Enunciado

A Endometriose é uma doença estrogênio-dependente, cursa geralmente com dispareunia, dor pélvica crônica e infertilidade. O retardo no diagnóstico é comum, demorando até 7 anos após o início dos sintomas. Sobre tal doença, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Por ser patologia estrogênio-dependente é contraindicado o tratamento com anticoncepcionais contendo estrógeno em sua composição.
  2. B) Doença que acomete geralmente mulheres jovens e frequentemente associada à esterilidade, tendo a histerectomia total como melhor opção terapêutica definitiva.
  3. C) O tratamento pode ser feito com uso de progestágeno isolado, como o acetato de medroxiprogesterona, desogestrel ou dienogeste.
  4. D) A Ressonância magnética mostra superioridade diagnóstica em relação à ultrassonografia pélvica transvaginal, sendo indicada como exame inicial.

Pérola Clínica

Endometriose é estrogênio-dependente; progestágenos isolados (ex: dienogeste) são tratamento eficaz para suprimir o crescimento do endométrio ectópico.

Resumo-Chave

A endometriose é uma doença estrogênio-dependente, e o tratamento visa reduzir a exposição estrogênica. Progestágenos isolados, como o dienogeste, acetato de medroxiprogesterona ou desogestrel, são uma opção terapêutica eficaz, pois induzem atrofia do tecido endometrial ectópico e suprimem a ovulação, aliviando os sintomas de dor e retardando a progressão da doença.

Contexto Educacional

A endometriose é uma doença crônica, estrogênio-dependente, caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, causando dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico é frequentemente tardio devido à inespecificidade dos sintomas. A fisiopatologia envolve a implantação e crescimento de células endometriais ectópicas, que respondem aos ciclos hormonais, sangrando e causando inflamação e fibrose. O diagnóstico é clínico, com exames de imagem como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética auxiliando na localização das lesões, mas o diagnóstico definitivo é histopatológico, obtido por laparoscopia. O tratamento da endometriose é individualizado e visa aliviar a dor, melhorar a fertilidade e prevenir a progressão da doença. As opções incluem analgésicos, terapia hormonal (progestágenos isolados, anticoncepcionais orais combinados, análogos de GnRH) e cirurgia. Progestágenos como o dienogeste são eficazes ao induzir atrofia das lesões endometrióticas e suprimir a ovulação, reduzindo a produção de estrogênio e, consequentemente, os sintomas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da endometriose?

Os sintomas mais comuns incluem dor pélvica crônica, dismenorreia intensa (cólica menstrual), dispareunia (dor durante a relação sexual), dor ao evacuar ou urinar (se houver acometimento intestinal ou vesical) e infertilidade.

Como os progestágenos atuam no tratamento da endometriose?

Os progestágenos atuam induzindo a atrofia do tecido endometrial ectópico, inibindo o crescimento das lesões e suprimindo a ovulação, o que leva à diminuição da produção de estrogênio e, consequentemente, à redução da dor e da progressão da doença.

A histerectomia é sempre a melhor opção definitiva para endometriose?

Não. Embora a histerectomia possa ser considerada em casos graves e refratários, especialmente em mulheres que não desejam mais engravidar, ela não garante a cura da endometriose, pois lesões fora do útero podem persistir. O tratamento é individualizado.

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