PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020
A endometriose é uma doença ginecológica definida pelo desenvolvimento e crescimento de estroma e glândulas endometriais fora da cavidade uterina. Pode-se afirmar que: I É mais frequente em mulheres jovens, que apresentam dismenorreia progressiva, infertilidade e dor pélvica crônica. II Existe uma única teoria que explica a patogênese da endometriose, a teoria da metaplasia celômica. III Podem ser encontrados sintomas relacionados a localizações atípicas do tecido endometrial: dor pleurítica, hemoptise, cefaleia e lesões em cicatrizes cirúrgicas. Assinale a alternativa correta:
Endometriose = dismenorreia progressiva, infertilidade, dor pélvica crônica; pode ter sintomas atípicos.
A endometriose é uma doença ginecológica comum em mulheres jovens, caracterizada por dismenorreia progressiva, dor pélvica crônica e infertilidade, e pode apresentar manifestações em locais atípicos devido a múltiplas teorias patogênicas.
A endometriose é uma doença ginecológica crônica e inflamatória, definida pela presença de tecido endometrial (glândulas e estroma) fora da cavidade uterina. É uma condição comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, com prevalência estimada entre 10-15% na população geral e até 30-50% em mulheres com infertilidade ou dor pélvica crônica. Os sintomas clássicos incluem dismenorreia progressiva, dor pélvica crônica, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. A patogênese da endometriose é complexa e multifatorial, não sendo explicada por uma única teoria. A teoria mais aceita é a da menstruação retrógrada (Teoria de Sampson), que postula o refluxo de células endometriais viáveis pelas tubas uterinas para a cavidade peritoneal. Outras teorias incluem a metaplasia celômica (transformação de células peritoneais em tecido endometrial), a disseminação linfática ou hematogênica (explicando lesões em locais distantes) e fatores imunológicos e genéticos. Além das manifestações pélvicas, a endometriose pode ocorrer em locais atípicos ou extrapélvicos, como pulmões (endometriose pulmonar, causando dor pleurítica, hemoptise catamenial), diafragma, intestino, bexiga, cicatrizes cirúrgicas e, mais raramente, no cérebro. O diagnóstico definitivo é histopatológico, obtido por biópsia das lesões, geralmente durante laparoscopia. O tratamento é individualizado e pode incluir manejo da dor, terapia hormonal e cirurgia, visando aliviar sintomas e preservar a fertilidade.
Os sintomas mais comuns incluem dismenorreia progressiva (dor menstrual que piora com o tempo), dor pélvica crônica não cíclica, dispareunia (dor durante a relação sexual) e infertilidade.
As principais teorias são a da menstruação retrógrada (Sampson), a da metaplasia celômica, a da disseminação linfática ou hematogênica e a da indução/imunológica, indicando que a doença é multifatorial.
Sim, a endometriose pode ser encontrada em locais extrapélvicos, como pulmões (causando dor pleurítica, hemoptise), diafragma, intestino, bexiga e até cérebro, levando a sintomas cíclicos relacionados à localização.
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