UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
A endometriose é uma doença crônica, estrogênio-dependente, benigna, e que acomete as mulheres principalmente na fase reprodutiva. A respeito dessa doença, é correto afirmar:
Endometriose: doença estrogênio-dependente com forte componente genético.
A endometriose é uma condição multifatorial, e a predisposição genética é um dos fatores etiológicos reconhecidos, com maior risco em parentes de primeiro grau. Outras teorias incluem a menstruação retrógrada (Sampson) e a metaplasia celômica.
A endometriose é uma doença crônica, estrogênio-dependente, caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando principalmente mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, com diversas teorias propostas, incluindo a menstruação retrógrada, metaplasia celômica, disseminação linfática/hematogênica e, notavelmente, uma forte predisposição genética, o que justifica a agregação familiar da condição. O diagnóstico da endometriose é frequentemente tardio devido à inespecificidade dos sintomas e à dificuldade de reconhecimento. Embora a dor pélvica crônica, dismenorreia intensa e dispareunia sejam comuns, o exame físico pode ser normal ou revelar achados sutis. Exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética são importantes para mapear as lesões, mas o diagnóstico definitivo é histopatológico. O tratamento visa aliviar a dor, melhorar a qualidade de vida e preservar a fertilidade, podendo incluir terapia hormonal (anticoncepcionais, análogos de GnRH) e cirurgia. A compreensão da complexidade etiológica, incluindo o componente genético, é fundamental para o manejo adequado e para o aconselhamento de pacientes e seus familiares.
As principais teorias incluem a menstruação retrógrada (Sampson), a metaplasia celômica, a disseminação linfática ou hematogênica e a predisposição genética, que explica a agregação familiar da doença.
O CA 125 é um marcador inespecífico e tem baixo valor para o diagnóstico de endometriose, sendo mais útil no acompanhamento de casos graves ou para avaliar a resposta ao tratamento, especialmente em endometriomas.
O exame físico pode revelar achados sugestivos como dor à mobilização do colo uterino, nódulos no ligamento uterossacro, dor à palpação do fundo de saco posterior ou massas anexiais, embora sua sensibilidade varie.
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