HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
A endometriose é uma afecção ginecológica de alta prevalência. São características do endométrio de mulheres com essa afecção:
Endométrio na endometriose: resistência à progesterona e ↑ expressão de aromatase.
O endométrio de mulheres com endometriose apresenta resistência à progesterona, o que impede a diferenciação e decidualização adequadas, e maior expressão da aromatase, levando à produção local de estrogênio e perpetuação da doença.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Essa condição causa dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. Sua fisiopatologia é complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos, imunológicos e hormonais. O endométrio de mulheres com endometriose apresenta características moleculares e funcionais distintas. Uma das mais importantes é a resistência à progesterona, que resulta em uma resposta inadequada do tecido à progesterona, promovendo proliferação celular e inflamação. Além disso, há uma maior expressão da enzima aromatase no tecido endometriótico, o que permite a produção local de estrogênio a partir de precursores androgênicos, criando um ciclo vicioso de estímulo estrogênico e crescimento das lesões. O diagnóstico da endometriose é clínico, com confirmação por imagem (ultrassom transvaginal com preparo intestinal, ressonância magnética) e, em alguns casos, laparoscopia. O tratamento visa aliviar a dor e melhorar a fertilidade, podendo incluir analgésicos, terapia hormonal (contraceptivos orais combinados, progestagênios, análogos de GnRH) e cirurgia para excisão das lesões. A compreensão das características do endométrio ectópico é fundamental para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas.
A resistência à progesterona impede a resposta normal do endométrio à progesterona, resultando em proliferação celular contínua, inflamação e falha na decidualização, contribuindo para a progressão da doença.
A aromatase é uma enzima que converte androgênios em estrogênios. Sua expressão aumentada no tecido endometriótico ectópico leva à produção local de estrogênio, criando um ambiente autossustentável para o crescimento da lesão.
Os sintomas mais comuns incluem dismenorreia severa, dor pélvica crônica, dispareunia (dor durante a relação sexual), infertilidade e sintomas intestinais ou urinários cíclicos.
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