UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Mulher, 31 anos de idade, com queixa de dor pélvica crônica (Escala Visual Analógica 8) realiza ultrassonografia pélvica e observa-se a presença de massa cística de conteúdo heterogêneo linear em vários planos, de aspecto reticular de 4 cm em ovário direito. O próximo passo é:
Dor pélvica crônica + cisto ovariano heterogêneo reticular (aspecto "vidro fosco") → forte suspeita de endometrioma = investigar endometriose profunda.
A presença de dor pélvica crônica associada a uma massa cística ovariana com aspecto reticular ou de "vidro fosco" na ultrassonografia é altamente sugestiva de endometrioma. Nesses casos, o próximo passo é investigar a extensão da endometriose, especialmente a profunda, com exames de imagem mais especializados.
A dor pélvica crônica em mulheres jovens, associada a achados de massa cística ovariana na ultrassonografia, frequentemente levanta a suspeita de endometrioma. Endometriomas são cistos ovarianos preenchidos por sangue antigo, resultantes da endometriose, uma condição em que tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero. A prevalência da endometriose é alta em mulheres com dor pélvica e infertilidade, sendo uma causa significativa de morbidade. A ultrassonografia pélvica é a primeira linha de investigação, e um cisto com conteúdo heterogêneo, aspecto reticular ou de "vidro fosco" é altamente sugestivo de endometrioma. Diante dessa suspeita, é crucial investigar a presença e extensão da endometriose profunda, que pode afetar o trato gastrointestinal, urinário e ligamentos pélvicos. Exames como a ressonância magnética pélvica com protocolo específico para endometriose são essenciais para um mapeamento preciso da doença, auxiliando no planejamento terapêutico. O manejo da endometriose é complexo e individualizado, podendo incluir tratamento medicamentoso para controle da dor e progressão da doença, ou cirurgia para remoção das lesões e melhora dos sintomas. A avaliação completa da extensão da doença, incluindo a endometriose profunda, é fundamental para o planejamento terapêutico, visando a melhora da qualidade de vida e a preservação da fertilidade quando desejada, considerando os riscos e benefícios de cada abordagem.
Endometriomas tipicamente aparecem como cistos uniloculares ou multiloculares com conteúdo homogêneo de baixa ecogenicidade, aspecto de "vidro fosco" ou "ground glass", e podem ter ecos internos finos e lineares. A presença de múltiplos cistos ou cistos bilaterais aumenta a suspeita.
O endometrioma é uma manifestação de endometriose. A presença de endometriose profunda, que afeta órgãos como intestino e bexiga, impacta significativamente o planejamento cirúrgico e o manejo da dor, exigindo exames de imagem específicos para sua detecção e um tratamento mais complexo.
A ressonância magnética (RM) é um exame de imagem de alta resolução que complementa a ultrassonografia na avaliação da endometriose, sendo superior para detectar lesões de endometriose profunda e mapear a extensão da doença, especialmente em locais de difícil acesso, antes de uma possível cirurgia.
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