Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Mulher, 37 anos, com histórico de infertilidade e submetida a investigação propedêutica, apresentou um endometrioma ovariano de 4 cm. O tratamento indicado é
Endometrioma ovariano em paciente infértil → cirurgia com exerese da cápsula para preservar tecido ovariano e melhorar fertilidade.
Em pacientes com endometrioma ovariano e infertilidade, a cirurgia com exerese da cápsula do cisto é o tratamento de escolha. Essa técnica visa remover o tecido endometriótico preservando ao máximo o parênquima ovariano saudável, o que é crucial para a função ovariana e as chances de gravidez. O esvaziamento simples tem alta taxa de recorrência e não remove o tecido doente.
O endometrioma ovariano, também conhecido como "cisto de chocolate", é uma forma comum de endometriose que afeta os ovários. Caracteriza-se pela presença de tecido endometrial ectópico dentro do ovário, formando cistos preenchidos por sangue escuro. É frequentemente associado à dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e, notavelmente, infertilidade, sendo um desafio significativo na ginecologia. A fisiopatologia da infertilidade na endometriose é multifatorial, envolvendo distorção anatômica, aderências, inflamação pélvica, disfunção ovariana e alterações na qualidade dos oócitos. O diagnóstico é geralmente feito por ultrassonografia transvaginal, que revela cistos com características típicas. A decisão de tratar um endometrioma, especialmente em pacientes inférteis, deve considerar o tamanho do cisto, sintomas e impacto na reserva ovariana. O tratamento de escolha para endometriomas ovarianos em pacientes com infertilidade é a cirurgia conservadora, especificamente a cistectomia com exerese completa da cápsula do cisto. Esta abordagem visa remover o tecido endometriótico preservando ao máximo o parênquima ovariano saudável, o que é vital para a função ovariana e as chances de concepção. A ooforectomia unilateral é uma medida mais radical, geralmente reservada para casos de doença extensa, ovário não funcional ou em pacientes sem desejo de fertilidade.
A exerese da cápsula é crucial porque remove o tecido endometriótico ativo, reduzindo a taxa de recorrência e melhorando os sintomas e as chances de gravidez em pacientes inférteis, ao contrário do simples esvaziamento.
Em casos de infertilidade, a cirurgia pode melhorar a anatomia pélvica, remover aderências e reduzir a inflamação, otimizando as condições para a concepção, seja natural ou por técnicas de reprodução assistida.
A ooforectomia unilateral, embora possa ser curativa para o endometrioma, é uma medida mais radical que pode comprometer a reserva ovariana, especialmente em pacientes jovens ou com desejo de gestação, sendo geralmente reservada para casos selecionados e graves.
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