UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Os endoleaks (vazamentos) pós-tratamento endovascular dos aneurismas de aorta são classificados de 1 a 5. Pode-se afirmar que sempre é indicado reparo nos classificados como:
Endoleaks tipo 1 e 3 = Alta pressão → Reparo imediato obrigatório pelo alto risco de ruptura.
Vazamentos originados nas zonas de fixação (Tipo 1) ou falhas estruturais da prótese (Tipo 3) mantêm o saco aneurismático sob pressão sistêmica, exigindo correção.
O sucesso do tratamento endovascular de aneurismas de aorta (EVAR) depende da exclusão completa do saco aneurismático da circulação sistêmica. Os endoleaks representam a persistência de fluxo sanguíneo dentro do saco aneurismático após o procedimento. Eles são classificados em cinco tipos baseados na origem do vazamento. Os tipos 1 (falha de selamento nas bordas) e 3 (falha de integridade da prótese) são considerados 'falhas técnicas' que expõem o aneurisma à pressão sistêmica, mantendo o risco de ruptura idêntico ou superior ao pré-operatório. O tipo 2 é o mais comum e muitas vezes benigno. O tipo 4 está relacionado à porosidade do enxerto (raro com materiais modernos) e o tipo 5 (endotensão) refere-se à expansão do saco sem vazamento visível. Na prática clínica, a identificação de tipos 1 ou 3 em exames de imagem (como Angio-TC) dita a necessidade de reintervenção urgente.
O endoleak tipo 1 ocorre devido a uma falha no selamento nas extremidades da endoprótese (zonas de ancoragem). Pode ser 1A (proximal) ou 1B (distal). Como há comunicação direta entre o fluxo sanguíneo arterial e o saco aneurismático, a pressão interna permanece alta, elevando drasticamente o risco de ruptura, o que torna o reparo mandatório assim que diagnosticado.
O tipo 3 decorre de falhas estruturais na própria endoprótese, como desconexão de módulos ou fraturas/buracos no tecido da malha. Assim como o tipo 1, ele permite que o saco aneurismático seja submetido à pressão arterial sistêmica. É uma falha mecânica grave que requer intervenção imediata para evitar a expansão e ruptura do aneurisma.
O endoleak tipo 2 é causado por fluxo retrógrado de artérias colaterais (como a mesentérica inferior ou lombares) para o saco aneurismático. Geralmente apresenta baixa pressão e pode ser observado clinicamente. Já os tipos 1 e 3 são vazamentos de alta pressão provenientes diretamente do fluxo principal da aorta, exigindo correção ativa imediata.
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