SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Em relação à classificação e manejo dos tipos de Endoleak pós EVAR (Correção Endovascular de Aneurisma de Aorta), a seleção dos casos que deve ser tratada o mais rapidamente possível é:
Endoleaks tipo I (fixação) e III (desconexão) → Alto risco de ruptura → Tratamento imediato.
Os Endoleaks tipo I e III são considerados falhas 'de alta pressão', pois permitem comunicação direta entre a circulação sistêmica e o saco aneurismático, exigindo correção rápida para evitar ruptura.
O reparo endovascular do aneurisma de aorta (EVAR) revolucionou o tratamento da patologia aórtica, mas introduziu a complicação específica conhecida como Endoleak (vazamento periprótese). A classificação de Veith divide os endoleaks em cinco tipos baseados na origem do fluxo sanguíneo para o saco aneurismático. Enquanto os tipos II, IV (porosidade) e V (endotensão) podem muitas vezes ser observados, os tipos I e III representam falhas técnicas ou estruturais que anulam o efeito protetor da endoprótese. O reconhecimento precoce através de Angio-TC e a reintervenção rápida são pilares para o sucesso a longo prazo do tratamento endovascular e prevenção da ruptura aórtica tardia.
O Endoleak tipo I ocorre devido a uma falha na vedação (selagem) nas extremidades da endoprótese (proximal ou distal). Isso permite que o sangue flua diretamente para o saco aneurismático sob pressão arterial sistêmica, mantendo o risco de ruptura elevado. Deve ser tratado assim que diagnosticado.
O tipo III decorre de uma falha estrutural da endoprótese, como desconexão de módulos ou fratura do material. Assim como o tipo I, ele expõe o saco aneurismático à pressão sistêmica direta, sendo uma falha mecânica grave que requer intervenção cirúrgica ou endovascular urgente.
O Endoleak tipo II é o mais comum e resulta do fluxo retrógrado de artérias colaterais (como a mesentérica inferior ou lombares) para dentro do saco aneurismático. Geralmente é de baixa pressão e muitas vezes resolve-se espontaneamente, sendo indicado tratamento apenas se houver expansão do diâmetro do aneurisma.
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