CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Nos casos de endoftalmite pós-trauma, pode-se afirmar que:
Trauma ocular + Corpo estranho intraocular → Risco de endoftalmite dobra.
A presença de um corpo estranho intraocular (CEIO) é um dos principais fatores de risco para endoftalmite, aumentando significativamente a incidência e a gravidade da infecção.
A endoftalmite pós-traumática é uma emergência oftalmológica grave que ocorre em cerca de 3% a 10% dos traumas oculares abertos. A presença de corpo estranho intraocular (CEIO) é o fator preditivo isolado mais importante para o desenvolvimento da infecção. O manejo envolve a reparação imediata do globo ocular, coleta de humor vítreo para cultura, injeção intravítrea de antibióticos de amplo espectro (geralmente Vancomicina e Ceftazidima) e, na maioria dos casos, vitrectomia precoce. O atraso no tratamento ou a presença de micro-organismos virulentos como o Bacillus cereus resulta em prognóstico visual reservado.
A presença de um corpo estranho intraocular (CEIO) aumenta drasticamente o risco de infecção, chegando a dobrar a incidência de endoftalmite em traumas penetrantes. O objeto introduz micro-organismos diretamente no segmento posterior e pode atuar como um nicho para crescimento bacteriano, dificultando a ação do sistema imune e de antibióticos.
Diferente da endoftalmite pós-cirúrgica (onde predominam Staph. coagulase-negativos), no trauma há maior incidência de Bacillus cereus, Gram-negativos e fungos. O Bacillus cereus é particularmente devastador, podendo causar perda total da visão em menos de 24 horas devido à produção de toxinas potentes.
A vitrectomia via pars plana é frequentemente indicada de forma precoce no trauma, especialmente se houver CEIO, para remoção do agente infectante, detritos inflamatórios e do próprio corpo estranho. Diferente do estudo EVS (que foca em pós-facectomia), no trauma a conduta tende a ser mais agressiva.
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