Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024
Um paciente diabético que estava utilizando corticoides sistêmicos submeteu-se a uma cirurgia de catarata há 3 dias. Agora, ele apresenta hiperemia ocular, redução da acuidade visual e visão turva. Os achados da ectoscopia são ilustrados na imagem abaixo.Diante do cenário clínico apresentado, bem como o tema que ele suscita, julgue o item.É um caso de conjuntivite complicada com hemorragia subconjuntival, uma condição potencialmente grave. No entanto, o tratamento adequado envolve o uso de colírio fortificado de amplo espectro a cada hora, com reavaliação programada após 24-48 horas.
Pós-cirurgia ocular + dor/↓ visão + hiperemia + fatores risco (DM/corticoide) → suspeitar endoftalmite. Não é conjuntivite.
O quadro clínico (pós-cirurgia de catarata, diabetes, uso de corticoides, hiperemia, redução da acuidade visual e visão turva) é altamente sugestivo de endoftalmite aguda pós-cirúrgica, uma infecção intraocular grave. Confundi-la com conjuntivite e hemorragia subconjuntival é um erro grave, pois a endoftalmite requer tratamento urgente e agressivo, muitas vezes com injeções intravítreas de antibióticos.
A endoftalmite pós-cirúrgica é uma complicação rara, mas devastadora, da cirurgia intraocular, como a de catarata. Caracteriza-se por uma infecção grave do interior do olho, que pode levar à perda irreversível da visão se não for tratada de forma imediata e agressiva. O quadro clínico de hiperemia ocular, redução da acuidade visual e visão turva, especialmente em um paciente com fatores de risco como diabetes e uso de corticoides sistêmicos, é altamente sugestivo dessa condição. A diferenciação entre endoftalmite e condições mais benignas, como conjuntivite ou hemorragia subconjuntival, é crítica. Enquanto a conjuntivite geralmente cursa com secreção e pouca ou nenhuma alteração da acuidade visual, e a hemorragia subconjuntival é assintomática, a endoftalmite apresenta dor significativa e perda visual progressiva. A imagem mencionada na questão, embora não fornecida, provavelmente mostra sinais de inflamação intraocular, como hipópio ou fibrina na câmara anterior. O tratamento da endoftalmite é uma emergência oftalmológica. Não se limita a colírios tópicos, mesmo que fortificados. A conduta padrão envolve a coleta de amostras para cultura e a administração imediata de antibióticos intravítreos de amplo espectro para combater a infecção diretamente no local, muitas vezes combinados com corticoides intravítreos para controlar a inflamação. A reavaliação deve ser muito mais precoce e o tratamento intensivo, visando preservar a função visual.
Os sinais incluem dor ocular intensa, hiperemia conjuntival, edema palpebral, redução da acuidade visual, visão turva, hipópio (pus na câmara anterior) e opacificação dos meios oculares.
Fatores de risco incluem diabetes mellitus, uso de imunossupressores (corticoides), cirurgias prolongadas, ruptura da cápsula posterior, infecção periocular pré-existente e idade avançada.
A suspeita de endoftalmite é uma emergência. A conduta inicial envolve avaliação oftalmológica urgente, coleta de culturas (humor aquoso e vítreo) e injeção intravítrea de antibióticos de amplo espectro (ex: vancomicina e ceftazidima), além de corticoides.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo