CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Quais os pacientes com risco para endoftalmite endógena por Candida albicans?
Usuário de droga IV + lesões retinianas 'em bola de algodão' → Endoftalmite por Candida.
A disseminação hematogênica de Candida albicans em usuários de drogas injetáveis é uma causa clássica de endoftalmite endógena, exigindo triagem fundoscópica.
A endoftalmite endógena é uma emergência oftalmológica resultante da semeadura hematogênica de microrganismos. Diferente da exógena (pós-cirúrgica ou traumática), ela ocorre em pacientes com fatores de risco sistêmicos. A Candida albicans é o agente fúngico mais comum. Além de usuários de drogas injetáveis, pacientes em uso de cateteres venosos centrais prolongados, nutrição parenteral total ou imunossuprimidos estão sob alto risco. O diagnóstico precoce é vital, pois a progressão para o vítreo pode levar à perda visual irreversível por tração retiniana e destruição tecidual.
O uso de agulhas contaminadas ou a introdução de fungos da microbiota da pele diretamente na corrente sanguínea causa episódios de fungemia. A Candida albicans tem tropismo pelo tecido uveal e retininano, onde se aloja e causa inflamação purulenta.
O achado clássico são exsudatos esbranquiçados, arredondados, de aspecto algodonoso na retina ou coróide, que podem evoluir para 'bolas de neve' (snowballs) no vítreo à medida que a infecção progride.
O tratamento envolve antifúngicos sistêmicos (como Fluconazol ou Voriconazol) e, em casos com acometimento vítreo importante, injeções intravítreas de Anfotericina B ou Voriconazol, além de vitrectomia posterior se necessário.
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