CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2024
Em avaliação de paciente diabético grave na unidade de terapia intensiva, após repouso em decúbito lateral esquerdo, as seguintes alterações oculares são observadas. Dentre as abaixo, assinale a melhor alternativa.
Endoftalmite endógena → Hemocultura (+) frequentemente correlaciona com cultura de fluidos oculares.
A endoftalmite endógena resulta da disseminação hematogênica de um foco infeccioso distante, sendo comum a positividade em hemoculturas.
A endoftalmite endógena representa um desafio diagnóstico, pois os sintomas oculares podem ser mascarados pela gravidade do estado sistêmico do paciente na UTI. A correlação entre a hemocultura e a cultura do vítreo é alta (até 70-90% em algumas séries), o que auxilia na escolha do antibiótico. O prognóstico visual é geralmente reservado, dependendo da virulência do patógeno e da rapidez da intervenção. O tratamento envolve antibióticos intravítreos e sistêmicos de amplo espectro, além de vitrectomia em casos graves.
É uma infecção intraocular grave causada pela semeadura de microrganismos no olho através da circulação sanguínea, sem trauma externo ou cirurgia ocular prévia recente. É uma emergência oftalmológica associada a focos infecciosos sistêmicos.
Pacientes diabéticos possuem maior susceptibilidade a infecções sistêmicas, como abscessos hepáticos por Klebsiella pneumoniae, que é o agente etiológico mais comum em endoftalmites endógenas em países asiáticos e crescente no ocidente.
Deve incluir coleta imediata de hemoculturas, urocultura e culturas de qualquer foco suspeito, além de punção de humor aquoso e vítreo para gram e cultura antes do início da antibioticoterapia intravítrea e sistêmica.
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