CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2010
Paciente jovem, com quadro de dor ocular e perda visual bilateral, com este aspecto ao exame. Nega cirurgias oculares prévias, ou trauma. História positiva para uso de fármacos injetáveis ilícitos. Qual dos exames relacionados pode ser o mais importante na elucidação diagnóstica?
Usuário de drogas injetáveis + Perda visual bilateral → Ecocardiograma (Endocardite).
A endoftalmite endógena em usuários de drogas injetáveis é frequentemente secundária a uma endocardite infecciosa; o ecocardiograma identifica o foco séptico primário.
A endoftalmite endógena é uma emergência médica e oftalmológica. Ela representa a manifestação ocular de uma infecção sistêmica grave. Em pacientes jovens com história de uso de drogas injetáveis, a suspeita de endocardite bacteriana ou fúngica deve ser imediata. O ecocardiograma (preferencialmente transesofágico para maior sensibilidade) é a ferramenta chave para o diagnóstico de vegetações valvares. O tratamento envolve antibioticoterapia ou antifúngicos sistêmicos em doses elevadas, associados a injeções intravítreas e, em casos graves, vitrectomia posterior. O prognóstico visual costuma ser reservado, mas o diagnóstico sistêmico precoce é o que salva a vida do paciente.
Em usuários de drogas injetáveis, a introdução de patógenos diretamente na corrente sanguínea pode causar vegetações nas válvulas cardíacas (endocardite). Essas vegetações podem soltar êmbolos sépticos que viajam até as artérias ciliares ou da retina, causando endoftalmite endógena. O ecocardiograma confirma a presença dessas vegetações.
Os agentes variam conforme o hábito. Staphylococcus aureus é comum em infecções bacterianas agudas. No entanto, a Candida albicans é um agente fúngico clássico em usuários de heroína ou drogas injetáveis, causando lesões coriorretinianas 'em aspecto de bolas de algodão'.
Diferente da endoftalmite exógena (pós-cirúrgica), a endógena começa no segmento posterior (coroide/retina) e progride para o vítreo. O paciente apresenta dor, baixa visão, hiperemia conjuntival e, frequentemente, sintomas sistêmicos como febre e mal-estar.
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