CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Sobre a prevenção de endoftalmite em cirurgia de catarata, assinale a alternativa correta
Prevenção endoftalmite → Iodopovidona 5% + Cefuroxima intracameral + controle de blefarite/diabetes.
A antissepsia com iodopovidona é o pilar preventivo; fatores de risco sistêmicos (diabetes) e intraoperatórios (rotura de cápsula) elevam significativamente o risco de infecção.
A endoftalmite é a complicação mais temida da cirurgia de catarata. O estudo ESCRS demonstrou que o uso de cefuroxima intracameral ao final da cirurgia reduz o risco de infecção em até 5 vezes. No entanto, a preparação da superfície com iodopovidona permanece obrigatória. Fatores de risco como blefarite e conjuntivite devem ser tratados antes do procedimento. Em pacientes alérgicos ao iodo, o uso de clorexidina aquosa 0,05% é uma alternativa, embora menos estudada. O uso de antibióticos tópicos pré-operatórios por vários dias caiu em desuso devido ao risco de indução de resistência bacteriana.
A iodopovidona (PVPI) a 5% instilada no saco conjuntival por pelo menos 3 minutos antes da cirurgia é a medida isolada mais eficaz para reduzir a carga bacteriana da superfície ocular, sendo o único antisséptico com evidência robusta na prevenção de endoftalmite.
A rotura da cápsula posterior permite a comunicação direta entre o segmento anterior e a cavidade vítrea. Isso facilita a migração de microrganismos da superfície ocular para o humor vítreo, que é um excelente meio de cultura, além de frequentemente exigir manobras cirúrgicas mais prolongadas.
A maioria dos casos (cerca de 70-80%) é causada por bactérias Gram-positivas da própria microbiota do paciente, como Staphylococcus epidermidis (coagulase-negativo) e Staphylococcus aureus. Casos causados por Gram-negativos ou fungos são menos comuns, mas geralmente mais agressivos.
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