Endoftalmite Pós-Cirúrgica: Fatores de Risco e Diagnóstico

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Um paciente diabético que estava utilizando corticoides sistêmicos submeteu-se a uma cirurgia de catarata há 3 dias. Agora, ele apresenta hiperemia ocular, redução da acuidade visual e visão turva. Os achados da ectoscopia são ilustrados na imagem abaixo.Diante do cenário clínico apresentado, bem como o tema que ele suscita, julgue o item.Os fatores de risco para a condição em questão incluem o uso de drogas endovenosas e o olitraumatismo, enquanto a presença de abscesso hepático e cirurgia abdominal não estão associados a esse quadro.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Endoftalmite pós-cirúrgica: fatores de risco incluem cirurgia ocular prévia, imunossupressão (corticoides), e trauma ocular.

Resumo-Chave

A endoftalmite é uma infecção intraocular grave, e o uso de corticoides sistêmicos é um fator de risco importante devido à imunossupressão. A afirmação da questão está incorreta ao desassociar abscesso hepático e cirurgia abdominal, pois infecções sistêmicas ou focos infecciosos distantes podem ser fontes de disseminação hematogênica para o olho, especialmente em pacientes imunocomprometidos.

Contexto Educacional

A endoftalmite é uma infecção intraocular grave que pode levar à perda irreversível da visão se não for prontamente diagnosticada e tratada. Embora possa ser exógena (pós-traumática ou pós-cirúrgica) ou endógena (disseminação hematogênica), a endoftalmite pós-cirúrgica, especialmente após cirurgia de catarata, é uma das formas mais comuns. Os sintomas incluem dor ocular intensa, hiperemia, redução da acuidade visual e visão turva, frequentemente acompanhados de hipópio. Diversos fatores de risco estão associados ao desenvolvimento de endoftalmite. Para a forma exógena, destacam-se a cirurgia ocular (tipo e complexidade), violação da assepsia, e trauma ocular penetrante. Para a forma endógena, fatores que comprometem a imunidade do paciente, como diabetes mellitus, uso de corticoides sistêmicos ou outras drogas imunossupressoras, e o uso de drogas endovenosas, são cruciais. Além disso, a presença de focos infecciosos sistêmicos, como abscessos (hepáticos, renais) ou infecções urinárias e pulmonares, pode ser a fonte de microrganismos que se disseminam para o olho. A afirmação da questão é incorreta ao desassociar abscesso hepático e cirurgia abdominal dos fatores de risco para endoftalmite. Pacientes com infecções sistêmicas, como um abscesso hepático, podem desenvolver bacteremia ou fungemia. Em um paciente imunocomprometido (como o diabético em uso de corticoides) e com uma barreira ocular comprometida (pós-cirurgia), há um risco aumentado de disseminação hematogênica para o olho, resultando em endoftalmite endógena. Portanto, a presença de infecções sistêmicas é um fator de risco relevante.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da endoftalmite pós-cirúrgica?

Os sinais e sintomas incluem dor ocular intensa, hiperemia conjuntival, redução acentuada da acuidade visual, visão turva, edema palpebral, hipópio (pus na câmara anterior) e opacificação dos meios oculares.

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de endoftalmite?

Fatores de risco incluem cirurgia ocular recente (especialmente catarata), trauma ocular penetrante, uso de corticoides sistêmicos ou outras drogas imunossupressoras, diabetes mellitus, infecções sistêmicas e uso de drogas endovenosas.

Como infecções sistêmicas podem levar à endoftalmite?

Infecções sistêmicas, como um abscesso hepático, podem causar bacteremia ou fungemia. Em pacientes com fatores predisponentes (como imunossupressão ou cirurgia ocular recente), esses microrganismos podem se disseminar via hematogênica para o olho, causando endoftalmite endógena.

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