HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
Uma mulher de 22 anos com quadro de endocervicite purulenta, tem como patógeno mais provável:
Endocervicite purulenta em mulher jovem → Clamídia ou Gonorreia (ISTs mais comuns).
A endocervicite purulenta, caracterizada por secreção mucopurulenta no colo uterino e friabilidade, é frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Em mulheres jovens, Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae são os patógenos mais prováveis, sendo a clamídia a causa bacteriana mais comum de IST no mundo.
A endocervicite é a inflamação do epitélio colunar do canal endocervical. Quando se apresenta com secreção purulenta ou mucopurulenta, é classicamente denominada endocervicite purulenta ou mucopurulenta. Esta condição é um marcador importante de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e é particularmente prevalente em mulheres jovens e sexualmente ativas. Os principais agentes etiológicos da endocervicite purulenta são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. A Chlamydia trachomatis é a IST bacteriana mais comum globalmente e frequentemente cursa de forma assintomática, o que dificulta o diagnóstico e favorece a transmissão e o desenvolvimento de complicações. A Neisseria gonorrhoeae também é uma causa comum e pode levar a complicações graves se não tratada. O diagnóstico é feito pela inspeção do colo uterino, que pode apresentar eritema, edema, friabilidade e a presença de secreção mucopurulenta no orifício cervical externo. A confirmação etiológica é realizada por meio de testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT) em amostras cervicais ou urinárias. O tratamento empírico deve ser iniciado prontamente, cobrindo tanto clamídia quanto gonorreia, para prevenir complicações como doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade e gravidez ectópica.
Os principais patógenos são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, que são infecções sexualmente transmissíveis. Outras causas incluem Mycoplasma genitalium e, raramente, HSV.
O diagnóstico é clínico, pela visualização de secreção mucopurulenta no orifício cervical externo ou friabilidade cervical. A confirmação etiológica é feita por testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT) para Chlamydia e Gonorrhoeae.
O tratamento empírico deve cobrir Chlamydia e Gonorrhoeae: Azitromicina 1g dose única (ou Doxiciclina 100mg 2x/dia por 7 dias) para clamídia, e Ceftriaxona 500mg IM dose única para gonorreia.
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