PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Endocardite infecciosa em usuários de drogas tem como agente etiológico e valva acometida mais frequentes, respectivamente:
Usuário de drogas IV + febre + sintomas pulmonares → pensar em endocardite de tricúspide por S. aureus.
A endocardite em usuários de drogas injetáveis (UDI) classicamente acomete as câmaras cardíacas direitas, pois a via de inoculação é venosa. O Staphylococcus aureus, um comensal da pele, é o agente mais comum, e a valva tricúspide é a mais afetada.
A endocardite infecciosa (EI) em usuários de drogas injetáveis (UDI) apresenta um perfil epidemiológico distinto da EI na população geral. Devido à inoculação de bactérias da flora cutânea diretamente na circulação venosa, o agente etiológico mais comum é o Staphylococcus aureus, e o acometimento predominante é do lado direito do coração, sendo a valva tricúspide a mais afetada. O quadro clínico reflete essa fisiopatologia. Pacientes frequentemente apresentam febre e sintomas pulmonares decorrentes de êmbolos sépticos, como tosse, dispneia e dor torácica pleurítica. Ao exame físico, um sopro de regurgitação tricúspide pode ser auscultado. O diagnóstico é baseado nos Critérios de Duke modificados, que incluem hemoculturas persistentemente positivas e evidência de envolvimento endocárdico no ecocardiograma (vegetação, abscesso ou nova regurgitação valvar). O tratamento consiste em antibioticoterapia prolongada, com cobertura empírica inicial para S. aureus resistente à meticilina (MRSA) com vancomicina. O manejo pode exigir intervenção cirúrgica em casos de insuficiência cardíaca refratária, infecção não controlada ou embolia recorrente. O prognóstico é geralmente melhor que o da endocardite esquerda, a menos que haja complicações graves.
Os sinais incluem febre, sopro cardíaco novo (especialmente de regurgitação tricúspide) e manifestações pulmonares como tosse, dor torácica pleurítica e múltiplos infiltrados nodulares na radiografia de tórax, decorrentes de êmbolos sépticos pulmonares.
A terapia empírica deve cobrir Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), sendo a vancomicina o antibiótico de escolha. A cobertura para outros agentes pode ser adicionada dependendo da epidemiologia local e da gravidade do paciente.
A endocardite direita (tricúspide) causa êmbolos sépticos para os pulmões, resultando em sintomas respiratórios. A endocardite esquerda (mitral/aórtica) causa êmbolos sistêmicos, podendo levar a AVC, isquemia de membros, e fenômenos imunológicos clássicos (nódulos de Osler, manchas de Janeway).
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