UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2015
O organismo mais comumente associado à endocardite em prótese valvar no primeiro ano após a cirurgia de troca valvar é:
A endocardite infecciosa em prótese valvar é uma complicação grave da cirurgia cardíaca, com alta morbimortalidade. É classificada como precoce quando ocorre até um ano após a cirurgia e tardia após esse período, com diferenças importantes em termos de etiologia e manejo. Na endocardite precoce, os patógenos mais comuns são aqueles adquiridos no ambiente hospitalar, como o Staphylococcus epidermidis (Staphylococcus coagulase-negativo) e o Staphylococcus aureus, além de bacilos Gram-negativos e fungos. O S. epidermidis é particularmente prevalente devido à sua capacidade de formar biofilmes em superfícies protéticas, tornando-o resistente a antibióticos e à resposta imune do hospedeiro. O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais. O tratamento envolve antibioticoterapia prolongada e, frequentemente, reintervenção cirúrgica. A profilaxia antibiótica perioperatória e o controle rigoroso de infecções nosocomiais são medidas fundamentais para reduzir a incidência dessa condição devastadora.
A endocardite precoce ocorre dentro do primeiro ano após a cirurgia de troca valvar, geralmente por infecção nosocomial. A endocardite tardia ocorre após um ano, com patógenos mais semelhantes aos da endocardite em valvas nativas.
O S. epidermidis é um habitante comum da pele e tem a capacidade de aderir a superfícies protéticas e formar biofilmes, o que o torna um patógeno frequente em infecções relacionadas a dispositivos implantáveis, como próteses valvares.
Fatores de risco incluem a própria presença da prótese, cirurgia cardíaca recente, infecções nosocomiais, uso de cateteres intravasculares, imunossupressão e procedimentos dentários ou cirúrgicos sem profilaxia adequada.
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