UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Paciente em pós-operatório de implante percutâneo de válvula aórtica (TAVi), há 1 mês, chega ao pronto- -socorro encaminhado para investigação de endocardite devido a febre e hemoculturas positivas com germes específicos. Não foram detectadas vegetações valvares pelo ecocardiograma transesofágico. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a conduta mais adequada para esse caso.
Suspeita de endocardite em prótese valvar com eco negativo → usar imagem funcional (PET-CT ou cintilografia com leucócitos) como critério maior de Duke.
Em pacientes com alta suspeita de endocardite de prótese valvar (ex: pós-TAVI com febre e hemoculturas positivas) e ecocardiograma negativo, a investigação deve prosseguir com métodos de imagem funcional. A cintilografia com leucócitos marcados ou o PET-CT podem detectar infecção perivalvar, contando como critério maior diagnóstico.
A endocardite infecciosa em prótese valvar (EIPV) é uma complicação grave e de difícil diagnóstico. O quadro clínico pode ser sutil, e o ecocardiograma, embora fundamental, pode não detectar vegetações, especialmente em fases iniciais ou quando a infecção é perivalvar (abscessos, fístulas). Isso é particularmente desafiador em próteses implantadas por via percutânea (TAVI), onde artefatos de imagem podem dificultar a avaliação. Diante da limitação do ecocardiograma, os critérios de Duke foram modificados em 2015 pela Sociedade Europeia de Cardiologia para incorporar exames de imagem funcional. Em um paciente com alta suspeita clínica (febre, hemoculturas positivas) e ecocardiograma negativo ou inconclusivo, a detecção de atividade metabólica anormal ao redor da prótese por meio de PET-CT com 18F-FDG ou a captação em cintilografia com leucócitos marcados (SPECT/CT) passa a ser considerada um critério maior para o diagnóstico. A cintilografia com leucócitos marcados é altamente específica para infecção, pois utiliza os próprios leucócitos do paciente, que migram para o foco infeccioso. O PET-CT é mais sensível, mas pode apresentar resultados falso-positivos por inflamação pós-operatória, sendo idealmente realizado após 3 meses do procedimento. No caso apresentado (1 mês pós-op), ambas as opções são válidas, mas a cintilografia é uma excelente escolha para confirmar a infecção periprotética.
Os sinais incluem febre persistente, surgimento de um novo sopro cardíaco, fenômenos embólicos, insuficiência cardíaca inexplicada e hemoculturas positivas para germes típicos, especialmente em pacientes com prótese valvar recente.
Ela é útil porque os leucócitos marcados com radioisótopos migram para locais de infecção e inflamação ativa. Isso permite visualizar a atividade infecciosa ao redor da prótese, mesmo quando não há vegetações visíveis no ecocardiograma.
Os critérios de 2015 da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) incluíram achados em exames de imagem avançados como critérios maiores. Atividade anormal ao redor da prótese detectada por PET/CT ou SPECT/CT com leucócitos marcados agora conta como um critério maior.
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