HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020
Sabe-se que é recomendada a profilaxia antibiótica para Endocardite Infecciosa nos pacientes portadores de condições de risco, quando submetidos a procedimentos de alto risco. Em qual das seguintes condições de risco, a profilaxia está indicada?
Profilaxia EI indicada em valvopatia reumática, prótese valvar, cardiopatia congênita cianótica não corrigida.
A profilaxia para endocardite infecciosa é restrita a um grupo seleto de pacientes com alto risco de desenvolver a doença e que serão submetidos a procedimentos específicos com risco de bacteremia. Condições como valvopatia reumática, próteses valvares e cardiopatias congênitas cianóticas são as principais indicações.
A profilaxia antibiótica para endocardite infecciosa (EI) é uma medida crucial para pacientes com alto risco de desenvolver a doença, submetidos a procedimentos que podem causar bacteremia. A EI é uma infecção grave do endocárdio, geralmente valvar, com alta morbimortalidade, e a prevenção é fundamental para evitar suas complicações. As condições de alto risco que justificam a profilaxia incluem: próteses valvares (mecânicas ou biológicas), histórico prévio de EI, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas ou reparadas com material protético nos primeiros 6 meses, e valvopatias reumáticas. Procedimentos de alto risco são aqueles que envolvem manipulação da gengiva, região periapical do dente ou perfuração da mucosa oral, além de procedimentos em vias aéreas, gastrointestinais ou geniturinárias em casos específicos de infecção. É importante ressaltar que as diretrizes atuais restringem a profilaxia a um grupo seleto de pacientes e procedimentos, visando evitar o uso excessivo de antibióticos e a resistência bacteriana. A decisão de profilaxia deve ser individualizada, considerando o risco-benefício para cada paciente.
As principais condições são próteses valvares, histórico prévio de endocardite infecciosa, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas e valvopatias reumáticas.
A profilaxia é recomendada para procedimentos odontológicos que envolvem manipulação da gengiva, região periapical do dente ou perfuração da mucosa oral em pacientes de alto risco.
Estudos demonstraram que a incidência de bacteremia em atividades diárias é maior que a associada a procedimentos, e o risco de eventos adversos dos antibióticos superava o benefício em condições de baixo risco.
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