Endocardite Infecciosa Pediátrica: Fatores de Risco e Agentes

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024

Enunciado

Em relação a endocardite infecciosa (EI), assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A EI ocorre com maior frequência em portadores de anomalias cardíacas congênitas ou adquiridas e representa importante causa de morbidade e mortalidade na faixa etária pediátrica.
  2. B) Em crianças menores de 1 ano de idade, o Streptococcus viridans é o agente etiológico mais comum, com apresentação subaguda.
  3. C) O endotélio lesado pelo jato sanguíneo de baixa velocidade ou por cateteres venosos profundos induz à trombogênese, com deposição de plaquetas, fibrina e, ocasionalmente, hemácias, formando uma endocardite trombótica não bacteriana.
  4. D) A EI pode ser classificada, de acordo com sua apresentação clínica, em: aguda, com início insidioso, febre prolongada, com duração de 6 semanas a alguns meses e subaguda, com toxemia, febre alta e quadro séptico.

Pérola Clínica

EI pediátrica ↑ em cardiopatias congênitas/adquiridas; S. viridans é comum em > 1 ano, não < 1 ano.

Resumo-Chave

A endocardite infecciosa é mais prevalente em pacientes com cardiopatias pré-existentes, congênitas ou adquiridas, e é uma causa significativa de morbimortalidade em crianças. Streptococcus viridans é mais comum em crianças maiores, enquanto em menores de 1 ano, Staphylococcus aureus é mais frequente.

Contexto Educacional

A endocardite infecciosa (EI) é uma condição grave caracterizada pela infecção do endocárdio, geralmente envolvendo as valvas cardíacas. Em crianças, a EI é uma causa importante de morbidade e mortalidade, e sua ocorrência está fortemente associada à presença de anomalias cardíacas pré-existentes, sejam congênitas (como defeitos septais, tetralogia de Fallot) ou adquiridas (como doença reumática). O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são essenciais para melhorar o prognóstico. A etiologia da EI varia com a idade. Enquanto em crianças maiores e adultos o Streptococcus viridans é um agente comum, especialmente em casos subagudos e após procedimentos odontológicos, em crianças menores de 1 ano, particularmente neonatos, o Staphylococcus aureus é mais prevalente, frequentemente associado a cateteres e infecções nosocomiais. A fisiopatologia envolve o endotélio lesado, que forma uma endocardite trombótica não bacteriana (vegetação estéril) que pode ser colonizada por microrganismos. A classificação clínica da EI em aguda e subaguda é baseada na apresentação e evolução da doença. A forma aguda é fulminante, com febre alta e toxemia, enquanto a subaguda tem um curso mais arrastado e sintomas inespecíficos. O diagnóstico é baseado nos critérios de Duke e o tratamento envolve antibioticoterapia prolongada e, em alguns casos, cirurgia. A profilaxia em pacientes de risco é um pilar importante na prevenção da EI.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para endocardite infecciosa em crianças?

Os principais fatores de risco em crianças incluem cardiopatias congênitas (cianóticas, com shunts, valva aórtica bicúspide), cardiopatias adquiridas (doença reumática), uso de cateteres venosos centrais e procedimentos odontológicos ou cirúrgicos.

Qual o agente etiológico mais comum de endocardite infecciosa em crianças menores de 1 ano?

Em crianças menores de 1 ano, especialmente neonatos, o Staphylococcus aureus é o agente etiológico mais comum, frequentemente associado ao uso de cateteres venosos centrais e procedimentos invasivos.

Como a endocardite infecciosa é classificada clinicamente?

A endocardite infecciosa pode ser classificada como aguda (início súbito, febre alta, toxemia, quadro séptico, geralmente por S. aureus) ou subaguda (início insidioso, febre baixa, sintomas inespecíficos, geralmente por Streptococcus viridans).

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