ENARE/ENAMED — Prova 2022
A endocardite infecciosa ocorre com maior frequência em portadores de anomalias cardíacas congênitas ou adquiridas e representa importante causa de morbidade e mortalidade na faixa etária pediátrica. Ela é mais comumente causada por
Endocardite infecciosa pediátrica → Principalmente causada por bactérias, especialmente em cardiopatias congênitas.
A endocardite infecciosa em pediatria é predominantemente causada por bactérias, sendo os Staphylococcus aureus e Streptococcus viridans os agentes mais comuns. Crianças com cardiopatias congênitas ou adquiridas são particularmente suscetíveis devido à presença de lesões valvares ou shunts que favorecem a adesão bacteriana.
A endocardite infecciosa (EI) é uma condição grave caracterizada pela infecção do endocárdio, geralmente envolvendo as válvulas cardíacas. Na faixa etária pediátrica, a EI representa uma causa significativa de morbidade e mortalidade, sendo crucial para residentes de pediatria e cardiologia pediátrica. A epidemiologia mostra uma forte associação com anomalias cardíacas preexistentes, sejam congênitas (como tetralogia de Fallot, CIV, PCA) ou adquiridas (como doença reumática). A fisiopatologia da EI envolve a formação de vegetações nas válvulas cardíacas danificadas ou em áreas de fluxo turbulento, onde bactérias aderem e proliferam. A vasta maioria dos casos de EI em crianças é causada por bactérias. Os agentes etiológicos mais comuns incluem Staphylococcus aureus (especialmente em pacientes com cateteres ou em ambiente hospitalar) e Streptococcus viridans (frequentemente associado a procedimentos dentários ou infecções orais). Outras bactérias como enterococos e HACEK (Haemophilus, Aggregatibacter, Cardiobacterium, Eikenella, Kingella) também podem estar envolvidas. O diagnóstico da EI é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas, exigindo uma alta suspeição clínica, hemoculturas seriadas e ecocardiograma. O tratamento envolve antibioticoterapia prolongada e, em alguns casos, intervenção cirúrgica. A profilaxia antibiótica é indicada para pacientes de alto risco antes de certos procedimentos, visando prevenir a bacteremia e a subsequente infecção do endocárdio.
Os principais fatores de risco incluem cardiopatias congênitas (cianóticas ou acianóticas), válvulas cardíacas protéticas, histórico prévio de endocardite, cateteres venosos centrais de longa permanência e condições que predispõem à bacteremia, como imunodeficiência.
As bactérias mais comuns são Staphylococcus aureus (especialmente em usuários de drogas intravenosas ou com cateteres), Streptococcus viridans (associado a procedimentos dentários) e enterococos. Coagulase-negative Staphylococci também são relevantes em próteses.
As manifestações são variadas e inespecíficas, incluindo febre persistente, sopro cardíaco novo ou alterado, fadiga, perda de peso, esplenomegalia, e fenômenos embólicos ou imunológicos como petéquias, nódulos de Osler e manchas de Roth.
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