HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Endocardite infecciosa (EI) geralmente ocorre em indivíduos com lesões cardíacas estruturais que desenvolvem bacteremia por organismos propensos a causar endocardite. Sobre a etiologia e a complicações da endocardite, assinale a alternativa correta:
Prolapso de valva mitral é fator predisponente comum para EI de valva nativa; profilaxia é restrita a alto risco.
A etiologia da Endocardite Infecciosa (EI) mudou, com Staphylococcus aureus sendo o mais comum em usuários de drogas injetáveis e Streptococcus viridans em valvas nativas. O prolapso de valva mitral, embora menos comum que antes, ainda é um fator de risco importante para EI de valva nativa.
A Endocardite Infecciosa (EI) é uma condição grave caracterizada pela infecção do endocárdio, geralmente envolvendo as valvas cardíacas. Embora a apresentação clássica envolva lesões cardíacas estruturais preexistentes, a epidemiologia e a etiologia da EI têm evoluído. Compreender os fatores de risco e os agentes etiológicos é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado, impactando diretamente o prognóstico do paciente. Historicamente, o prolapso de valva mitral (PVM) era um dos fatores predisponentes mais comuns para EI de valva nativa. Embora sua prevalência como fator de risco tenha diminuído devido a mudanças nas diretrizes de profilaxia e no perfil dos pacientes, ele ainda representa um risco significativo, especialmente quando associado a regurgitação mitral. Outros fatores importantes incluem próteses valvares, cardiopatias congênitas cianóticas e, crescentemente, o uso de drogas intravenosas e dispositivos intravasculares, que favorecem infecções por Staphylococcus aureus. A profilaxia da EI é um tópico de constante revisão. As diretrizes atuais são mais restritivas, focando apenas em pacientes de alto risco submetidos a procedimentos dentários específicos. O conhecimento aprofundado sobre a etiologia, fatores de risco e indicações de profilaxia é fundamental para residentes e profissionais, permitindo uma abordagem baseada em evidências e a prevenção de complicações graves como embolia e insuficiência cardíaca.
Os principais fatores de risco incluem valvopatias preexistentes (como prolapso de valva mitral com regurgitação ou valva aórtica bicúspide), próteses valvares, cardiopatias congênitas cianóticas, uso de drogas intravenosas e presença de cateteres intravasculares.
A etiologia varia com o perfil do paciente. Em usuários de drogas injetáveis, Staphylococcus aureus é o mais comum. Em valvas nativas, Streptococcus viridans ainda é frequente, mas Staphylococcus aureus tem aumentado.
A profilaxia é indicada apenas para pacientes de alto risco (próteses valvares, EI prévia, cardiopatias congênitas específicas) que serão submetidos a procedimentos dentários com manipulação da gengiva ou região periapical do dente.
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