HEAA-FMC - Hospital Escola Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
Um morador de rua, de 38 anos de idade, chega ao serviço de emergência com um ataque isquêmico transitório, caracterizado por fraqueza dos músculos da face e fraqueza do membro superior esquerdo com duração de 20 minutos,associadas à dor no quadrante superior esquerdo. Ele refere a ocorrência de febre iminente subjetiva, diaforese e calafrios nas últimas 2 semanas. O paciente não fez nenhuma viagem recente e nem teve contato com animais. Além disso, não fez uso de nenhum antibiótico recentemente. Ao exame físico observa-se que ele está com vestes em desalinho e um pouco angustiado. A temperatura corporal é de 38,2ºC, FC = 90bpm e PA = 127/74 mmHg. A avaliação cardíaca mostra sopro protodiastólico no terceiro espaço intercostal esquerdo. O baço está doloroso, a 2 cm do rebordo costal. Ele apresenta nódulos avermelhados dolorosos nas falanges distais do 3º dedo da mão direita e no 4º dedo da mão esquerda, de surgimento recente. Em suas roupas observam-se lêndeas, compatíveis com infecção corporal por piolhos. A contagem de leucócitos = 14.500/uL, com 5% de formas jovens e 93% de polimorfonucleares. Após a coleta de amostras para hemoculturas, inicia-se terapia empírica com vancomicina. Após 5 dias, as hemoculturas são negativas. Ele permanece febril, apesar de hemodinamicamente estável, mas, no 3º dia de internação, começa a desenvolver nova lesão no dedo, semelhante àquelas já observadas anteriormente. A ecocardiografia transesofágica mostra vegetação móvel de 1 cm na cúspide da valva aórtica e regurgitação aórtica moderada. A tomografia abdominal mostra baço aumentado, com infartos renal e esplênico em forma de cunha. Que exame deve ser realizado para confirmar o diagnóstico mais provável?
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