Endocardite por S. Viridans: Melhor Opção Terapêutica

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente internado com diagnóstico de endocardite infecciosa com crescimento em 2 amostras de hemoculturas de Streptococcus viridans, com o seguinte antibiograma: Penicilina G cristalina - sensível; Ceftriaxona - sensível; Amoxacilina + clavulonato – intermediário; Amicacina – sensível; Gentamicina – intermediário; Oxacilina – sensível; Sulfametoxazol + trimetoprim (bactrim) – sensível. Diante do perfil do germe, qual é a melhor opção terapêutica?

Alternativas

  1. A) Penicilina G cristalina + amicacina.
  2. B) Penicilina G cristalina + gentamicina.
  3. C) Ampicilina + gentamicina.
  4. D) Sulfametoxazol + trimetoprim + amicacina.
  5. E) Sulfametoxazol + trimetropim + gentamicina.

Pérola Clínica

Endocardite por S. viridans (sensível à Penicilina) → Penicilina G cristalina + Amicacina para sinergismo.

Resumo-Chave

Para endocardite infecciosa por Streptococcus viridans sensível à penicilina, a combinação de Penicilina G cristalina com um aminoglicosídeo (como amicacina ou gentamicina) é recomendada para obter um efeito bactericida sinérgico, especialmente em casos de valva nativa, reduzindo o tempo de tratamento e melhorando a erradicação bacteriana.

Contexto Educacional

A endocardite infecciosa é uma condição grave que requer tratamento antibiótico prolongado e, muitas vezes, combinado. O Streptococcus viridans é um dos principais agentes etiológicos, especialmente em valvas nativas. O sucesso terapêutico depende da escolha correta dos antimicrobianos, baseada na identificação do agente e no seu perfil de sensibilidade. A fisiopatologia da endocardite envolve a formação de vegetações nas valvas cardíacas, onde as bactérias se proliferam e são protegidas do sistema imune e, em parte, dos antibióticos. A terapia combinada, como a associação de um beta-lactâmico (Penicilina G cristalina) com um aminoglicosídeo (Amicacina ou Gentamicina), visa alcançar um efeito bactericida sinérgico. Isso significa que a ação conjunta dos dois antibióticos é superior à soma de suas ações individuais, promovendo uma erradicação mais eficaz das bactérias nas vegetações. No caso apresentado, o antibiograma mostra sensibilidade à Penicilina G cristalina e Amicacina, enquanto a Gentamicina é intermediária. Portanto, a combinação de Penicilina G cristalina com Amicacina é a escolha mais racional e eficaz, garantindo o sinergismo necessário para o tratamento da endocardite por Streptococcus viridans. A duração do tratamento varia, mas geralmente é de 2 a 4 semanas, dependendo da valva afetada e da resposta clínica.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do sinergismo na terapia da endocardite infecciosa?

O sinergismo antibiótico, geralmente obtido pela combinação de um beta-lactâmico com um aminoglicosídeo, é crucial na endocardite infecciosa. Ele permite uma erradicação bacteriana mais rápida e completa, especialmente em infecções em valvas nativas por estreptococos viridans, e pode reduzir o tempo total de tratamento.

Por que a Penicilina G cristalina é uma boa escolha para Streptococcus viridans?

Streptococcus viridans é um grupo de bactérias frequentemente sensível à Penicilina G cristalina. Este antibiótico é bactericida e, quando combinado com um aminoglicosídeo, atinge um efeito sinérgico potente contra o microrganismo, sendo uma das pedras angulares do tratamento da endocardite por este agente.

Como o antibiograma guia a escolha do aminoglicosídeo na endocardite?

O antibiograma é fundamental para selecionar o aminoglicosídeo mais eficaz. Deve-se optar pelo aminoglicosídeo que demonstre sensibilidade, como a amicacina neste caso, em vez de um com sensibilidade intermediária (gentamicina), para garantir a máxima eficácia e sinergismo com a penicilina.

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