SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
A endocardite que ocorre em usuários de drogas injetáveis, especialmente envolvendo a valva tricúspide, é comumente causada pelo seguinte agente etiológico:
Endocardite em UDI + valva tricúspide → Staphylococcus aureus é o agente etiológico mais comum.
Em usuários de drogas injetáveis (UDI), a endocardite infecciosa frequentemente afeta o lado direito do coração, especialmente a valva tricúspide, devido à inoculação direta de bactérias na corrente sanguínea. O *Staphylococcus aureus* é o agente etiológico predominante nesse cenário, sendo responsável pela maioria dos casos.
A endocardite infecciosa é uma condição grave que envolve a inflamação do endocárdio, geralmente das valvas cardíacas. Em usuários de drogas injetáveis (UDI), a incidência de endocardite é significativamente maior devido à introdução repetida de microrganismos na corrente sanguínea através de agulhas e seringas contaminadas. Nesse grupo de pacientes, a endocardite tem uma predileção pelo lado direito do coração, especialmente a valva tricúspide, pois é a primeira valva a ser atingida pelas bactérias que circulam no sangue venoso. O agente etiológico mais comum, de longe, é o *Staphylococcus aureus*, incluindo cepas resistentes à meticilina (MRSA), devido à sua alta virulência e presença na pele. O diagnóstico requer alta suspeição clínica, hemoculturas e ecocardiograma. O tratamento envolve antibioticoterapia prolongada e, em alguns casos, cirurgia. A escolha do antibiótico empírico deve cobrir *Staphylococcus aureus*, considerando a possibilidade de resistência. A prevenção de recaídas é um desafio importante no manejo desses pacientes.
A valva tricúspide é a primeira valva cardíaca que o sangue atinge após retornar da circulação sistêmica. Em usuários de drogas injetáveis, as bactérias são introduzidas diretamente na corrente sanguínea e chegam ao coração direito, colonizando a tricúspide.
O *Staphylococcus aureus* é o agente mais comum devido à sua virulência, capacidade de aderência a superfícies endoteliais e prevalência na pele e em agulhas contaminadas, facilitando a infecção em usuários de drogas injetáveis.
Além dos sintomas gerais de endocardite (febre, calafrios, mal-estar), a endocardite de tricúspide pode apresentar embolia pulmonar séptica, com tosse, dor torácica pleurítica e infiltrados pulmonares no raio-X, devido à disseminação de êmbolos para os pulmões.
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