UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Sobre a endocardite infecciosa, é correto afirmar:
Bacteremia por S. aureus → realizar Ecocardiograma Transesofágico (ETE) para rastrear endocardite infecciosa.
A bacteremia por Staphylococcus aureus é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de endocardite infecciosa, mesmo na ausência de sintomas clássicos. Devido à alta morbimortalidade associada à endocardite por S. aureus, a realização de um ecocardiograma, preferencialmente transesofágico (ETE) pela sua maior sensibilidade, é fortemente recomendada para rastrear e diagnosticar precocemente a condição.
A endocardite infecciosa (EI) é uma infecção grave do endocárdio, geralmente envolvendo as valvas cardíacas, que pode levar a complicações sérias como insuficiência cardíaca, embolia sistêmica e abscessos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para reduzir a morbimortalidade. A etiologia varia, mas Staphylococcus aureus é um patógeno particularmente virulento e uma causa comum, especialmente em pacientes com bacteremia. A bacteremia por Staphylococcus aureus é um forte preditor de endocardite infecciosa, e a investigação ecocardiográfica é fundamental nesses casos. O ecocardiograma transesofágico (ETE) é o método de escolha devido à sua superioridade em sensibilidade e especificidade para detectar vegetações, abscessos e outras lesões valvares em comparação com o ecocardiograma transtorácico (ETT). A recomendação de realizar um ETE em pacientes com bacteremia por S. aureus visa identificar a endocardite precocemente, permitindo o início do tratamento antimicrobiano prolongado e, se necessário, a intervenção cirúrgica. O conhecimento das manifestações clínicas, dos critérios diagnósticos (Critérios de Duke) e dos agentes etiológicos mais comuns é essencial para o residente de medicina.
O ETE é superior ao Ecocardiograma Transtorácico (ETT) para o diagnóstico de endocardite infecciosa devido à sua maior sensibilidade na detecção de vegetações, abscessos e outras lesões valvares, especialmente em válvulas protéticas ou em pacientes obesos.
Os agentes mais comuns são Staphylococcus aureus (especialmente em usuários de drogas injetáveis e em endocardite de válvula protética precoce), Streptococcus viridans (em válvulas nativas e com má higiene oral) e enterococos.
As manifestações incluem febre, sopro cardíaco novo ou alterado, fenômenos embólicos (AVC, embolia pulmonar), fenômenos imunológicos (nódulos de Osler, manchas de Janeway, manchas de Roth, glomerulonefrite) e esplenomegalia.
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