Endocardite Infecciosa: Critérios de Duke Modificados

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2022

Enunciado

Assinale a alternativa que contém critérios para confirmação diagnóstica definitiva de endocardite infecciosa, considerado os critérios de Duke modificados.

Alternativas

  1. A) Uso de drogas injetáveis e manchas de Roth.
  2. B) Microrganismo compatível com endocardite infeciosa e isolados em hemoculturas persistentementes positivas e nódulo de Osler.
  3. C) Hemorragia conjuntiva e lesões de Janeway.
  4. D) Microrganismo típico para endocardite infeciosa em duas hemoculturas isoladas e febre acima de 38 ºC.
  5. E) Novo sopro regurgitante e ecocardiograma com abcesso perivalvar.

Pérola Clínica

Diagnóstico definitivo de Endocardite Infecciosa (Duke) = 2 critérios maiores OU 1 maior + 3 menores OU 5 menores.

Resumo-Chave

Os Critérios de Duke modificados são a base para o diagnóstico de endocardite infecciosa, combinando achados clínicos, microbiológicos e ecocardiográficos. Para um diagnóstico definitivo, são necessários dois critérios maiores, ou um maior e três menores, ou cinco menores.

Contexto Educacional

A endocardite infecciosa (EI) é uma infecção grave do endocárdio, geralmente envolvendo as válvulas cardíacas, com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. O diagnóstico da EI pode ser desafiador devido à sua apresentação clínica variada e inespecífica. Para padronizar e auxiliar no diagnóstico, foram desenvolvidos os Critérios de Duke, posteriormente modificados, que combinam achados clínicos, microbiológicos e ecocardiográficos. Os Critérios de Duke modificados classificam os achados em maiores e menores. Os critérios maiores incluem hemoculturas positivas para microrganismos típicos de EI e evidências de envolvimento endocárdico no ecocardiograma (vegetações, abscessos, deiscência de prótese ou novo sopro regurgitante). Os critérios menores abrangem fatores predisponentes (cardiopatia, uso de drogas IV), febre, fenômenos vasculares (embolias, lesões de Janeway) e fenômenos imunológicos (glomerulonefrite, nódulos de Osler, manchas de Roth). O diagnóstico definitivo de endocardite infecciosa é estabelecido pela presença de dois critérios maiores, ou um critério maior e três menores, ou cinco critérios menores. Um diagnóstico possível é feito com um critério maior e um menor, ou três critérios menores. A compreensão e aplicação correta desses critérios são essenciais para o manejo adequado dos pacientes, permitindo o início oportuno da antibioticoterapia e, se necessário, da intervenção cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios maiores dos Critérios de Duke modificados para endocardite?

Os critérios maiores dos Critérios de Duke modificados incluem hemoculturas positivas para microrganismos típicos de endocardite infecciosa (em duas culturas separadas, culturas persistentemente positivas, ou uma única cultura positiva para Coxiella burnetii) e evidência de envolvimento endocárdico no ecocardiograma (massa oscilante intracardíaca, abscesso, deiscência parcial de prótese valvar ou nova regurgitação valvar).

Quais achados ecocardiográficos são considerados critérios maiores para endocardite infecciosa?

Achados ecocardiográficos considerados critérios maiores para endocardite infecciosa são: presença de massa intracardíaca oscilante em válvula ou estruturas de suporte, no trajeto de jatos regurgitantes ou em material implantado; abscesso ou deiscência parcial de prótese valvar; e nova regurgitação valvar (piora ou surgimento de novo sopro regurgitante).

Como a febre e os fenômenos vasculares se encaixam nos Critérios de Duke?

A febre (temperatura > 38°C) e os fenômenos vasculares (como embolia arterial, infarto pulmonar séptico, aneurisma micótico, hemorragia intracraniana, hemorragia conjuntival e lesões de Janeway) são considerados critérios menores nos Critérios de Duke modificados. Eles indicam manifestações sistêmicas da infecção, mas não são diagnósticos por si só.

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