UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022
Um paciente masculino, 85 anos, procura atendimento médico devido à queda do estado geral, emagrecimento de 5 kg em cerca de 2 meses, e febre diária há 1 mês. Relata que realizou uma colonoscopia com biópsia de cólon há 2 meses. Durante a investigação diagnóstica da doença atual é aventada a hipótese de endocardite infecciosa.Qual manifestação clínica seria a mais indicativa da possibilidade de endocardite infecciosa?
Endocardite infecciosa → bacteremia persistente (hemoculturas positivas) é critério diagnóstico maior.
A bacteremia persistente, evidenciada por hemoculturas positivas, é um dos critérios maiores de Duke para o diagnóstico de endocardite infecciosa, refletindo a presença contínua de microrganismos na corrente sanguínea a partir das vegetações valvares.
A endocardite infecciosa (EI) é uma infecção grave do endocárdio, geralmente das válvulas cardíacas, que pode levar a danos valvares, embolização sistêmica e insuficiência cardíaca. É uma condição com alta morbimortalidade, especialmente em idosos e pacientes com próteses valvares ou cardiopatias congênitas. A fisiopatologia envolve a formação de vegetações nas válvulas cardíacas, compostas por plaquetas, fibrina e microrganismos. O diagnóstico é guiado pelos Critérios de Duke, que combinam achados clínicos, microbiológicos e ecocardiográficos. A suspeita deve ser alta em pacientes com febre de origem indeterminada, sopro cardíaco novo ou alterado, e fatores de risco. O tratamento da EI é prolongado, com antibioticoterapia intravenosa de alta dose, e pode exigir intervenção cirúrgica para remoção de vegetações, reparo ou troca valvar. A identificação do agente etiológico através de hemoculturas é crucial para direcionar o tratamento antimicrobiano adequado e melhorar o prognóstico.
Os critérios maiores incluem hemoculturas positivas típicas para endocardite e evidência de envolvimento endocárdico (ecocardiograma com vegetação, abscesso, deiscência de prótese valvar ou nova regurgitação valvar).
A bacteremia persistente indica a presença contínua de microrganismos na corrente sanguínea, que é a base da fisiopatologia da endocardite, onde as bactérias se aderem e proliferam nas válvulas cardíacas.
Manifestações periféricas incluem nódulos de Osler (lesões dolorosas nas polpas digitais), lesões de Janeway (máculas eritematosas indolores nas palmas/plantas), manchas de Roth (hemorragias retinianas com centro pálido) e hemorragias em lasca nas unhas.
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