HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Em relação ao manejo da Endocardite Infecciosa (EI), assinale a opção CORRETA:
Critérios de Duke Modificados: EI definitiva = 2 maiores OU 1 maior + 3 menores OU 5 menores.
Os Critérios de Duke Modificados são a base para o diagnóstico de Endocardite Infecciosa, combinando achados clínicos, microbiológicos e de imagem. É fundamental conhecer a combinação de critérios maiores e menores para classificar a EI como definitiva ou provável.
A Endocardite Infecciosa (EI) é uma infecção grave do endocárdio, frequentemente envolvendo as valvas cardíacas, que pode levar a complicações sérias como insuficiência cardíaca, embolia e abscesso. O diagnóstico precoce é fundamental para o manejo adequado e a redução da mortalidade. Os Critérios de Duke Modificados são a ferramenta diagnóstica mais utilizada, combinando achados clínicos, microbiológicos e de imagem para classificar a doença como definitiva, provável ou rejeitada. Os critérios de Duke são divididos em maiores e menores. Os critérios maiores incluem hemoculturas positivas para microrganismos típicos e evidência de envolvimento endocárdico ao ecocardiograma. Os critérios menores abrangem febre, fenômenos vasculares e imunológicos, fatores predisponentes e evidência microbiológica que não se enquadra nos critérios maiores. O diagnóstico definitivo requer 2 critérios maiores, ou 1 maior e 3 menores, ou 5 menores. O diagnóstico provável é feito com 1 critério maior e 1 menor, ou 3 critérios menores. É importante notar que o ecocardiograma transtorácico (ETT) pode ter sensibilidade limitada, e um resultado normal não descarta a EI, especialmente se a suspeita clínica for alta, sendo o ecocardiograma transesofágico (ETE) mais sensível. Usuários de drogas injetáveis frequentemente apresentam acometimento da valva tricúspide, e a EI prévia ou a presença de valva protética são fatores de risco importantes, mas são considerados critérios menores, não maiores, nos Critérios de Duke.
Os critérios maiores incluem hemoculturas positivas para microrganismos típicos de EI ou evidência de envolvimento endocárdico no ecocardiograma (vegetação, abscesso, deiscência de prótese).
Os critérios menores são febre, fenômenos vasculares (êmbolos arteriais, infarto pulmonar séptico, aneurisma micótico), fenômenos imunológicos (glomerulonefrite, nódulos de Osler, manchas de Roth), fatores predisponentes (cardiopatia prévia, uso de drogas injetáveis) e evidência microbiológica não consistente com critério maior.
O ETT pode ser normal em fases iniciais da doença ou em vegetações pequenas. Nesses casos, o ecocardiograma transesofágico (ETE) possui maior sensibilidade para detectar vegetações e outras lesões, sendo frequentemente necessário para o diagnóstico.
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