HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
São fatores de risco para endocardite bacteriana, exceto:
Fatores de risco endocardite: Valvopatias, próteses, DM, hemodiálise, drogas IV. Sexo feminino NÃO é FR.
O sexo feminino não é considerado um fator de risco independente para endocardite bacteriana. Os principais fatores de risco incluem condições cardíacas preexistentes, procedimentos invasivos e imunossupressão.
A endocardite infecciosa (EI) é uma condição grave caracterizada pela infecção do endocárdio, geralmente das valvas cardíacas. Sua epidemiologia e prognóstico estão intrinsecamente ligados à presença de fatores de risco, que predispõem o paciente à bacteremia e à colonização das estruturas cardíacas. É fundamental que residentes e estudantes de medicina compreendam esses fatores para uma identificação precoce e manejo adequado. Os fatores de risco podem ser divididos em cardíacos e não cardíacos. Entre os cardíacos, destacam-se as valvas protéticas, história prévia de EI, cardiopatias congênitas cianóticas não corrigidas, valvopatias reumáticas ou degenerativas e prolapso de valva mitral com regurgitação e espessamento valvar. Fatores não cardíacos incluem uso de drogas intravenosas, hemodiálise crônica, diabetes mellitus descompensado, infecções dentárias e procedimentos invasivos. O sexo feminino, por si só, não é um fator de risco independente. A identificação desses fatores permite estratificar o risco do paciente e, em alguns casos, indicar profilaxia antibiótica antes de certos procedimentos. O tratamento da EI é complexo, envolvendo antibioticoterapia prolongada e, frequentemente, intervenção cirúrgica. A prevenção e o reconhecimento precoce dos fatores de risco são cruciais para melhorar o prognóstico e reduzir a morbimortalidade associada à doença.
Os principais fatores de risco incluem valvas cardíacas protéticas, história prévia de endocardite, cardiopatias congênitas cianóticas, valvopatias adquiridas (reumática, degenerativa), uso de drogas intravenosas, hemodiálise e diabetes mellitus.
Valvas protéticas são superfícies estranhas que podem ser colonizadas por microrganismos, formando biofilmes e tornando-as mais suscetíveis à infecção, especialmente nos primeiros meses após a cirurgia.
Pacientes em hemodiálise têm maior risco devido à presença de cateteres vasculares de longa permanência, que servem como porta de entrada para bactérias, e a um estado de imunossupressão relativa.
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