Endocardite Infecciosa em Pediatria: Etiologia e Riscos

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Qual é a principal etiologia da endocardite infecciosa em pediatria?

Alternativas

  1. A) Vírus.
  2. B) Bactéria.
  3. C) Fungo.
  4. D) Micobactéria.

Pérola Clínica

Bactérias são a principal causa de endocardite infecciosa em crianças.

Resumo-Chave

A endocardite infecciosa em pediatria é uma infecção grave do endocárdio, quase sempre de origem bacteriana, frequentemente associada a cardiopatias congênitas ou uso de dispositivos intravasculares.

Contexto Educacional

A endocardite infecciosa (EI) pediátrica mudou seu perfil epidemiológico nas últimas décadas. Anteriormente muito associada à febre reumática, hoje está intimamente ligada à sobrevida de crianças com cardiopatias congênitas complexas e aos cuidados intensivos neonatais.\n\nA fisiopatologia envolve a formação de um trombo de fibrina e plaquetas em um local de endotélio lesado (endocardite trombótica não bacteriana), que é posteriormente colonizado por bactérias circulantes durante episódios de bacteremia. O tratamento exige antibioticoterapia intravenosa prolongada (4 a 6 semanas) e, em casos de insuficiência cardíaca intratável ou embolia persistente, intervenção cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são os agentes etiológicos mais comuns na endocardite pediátrica?

As bactérias são os agentes predominantes. O Staphylococcus aureus é atualmente o patógeno mais comum, especialmente em pacientes sem cardiopatia prévia ou com uso de cateteres venosos centrais. O Streptococcus do grupo viridans continua sendo uma causa importante, geralmente relacionada a procedimentos dentários ou manipulação de mucosa oral em crianças com cardiopatias congênitas predisponentes.

Quais crianças têm maior risco de desenvolver endocardite?

O maior grupo de risco é composto por crianças com cardiopatias congênitas (especialmente as cianóticas não corrigidas ou com shunts protéticos). Outros fatores incluem a presença de valvas cardíacas protéticas, episódios prévios de endocardite e o uso prolongado de dispositivos intravasculares em unidades de terapia intensiva neonatal ou pediátrica.

Como é feito o diagnóstico de endocardite em crianças?

O diagnóstico baseia-se nos Critérios de Duke Modificados, que combinam achados clínicos (febre, fenômenos vasculares), laboratoriais (hemoculturas positivas persistentes) e ecocardiográficos (presença de vegetação, abscesso ou nova regurgitação valvar). O ecocardiograma transtorácico tem alta sensibilidade em crianças devido à melhor janela acústica em comparação aos adultos.

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