SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
Paciente, 20 anos, com antecedente pessoal de malformação congênita de válvula aórtica sem repercussão clínica e sem necessidade de tratamento medicamentoso, interna para realização de Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada. Realizado Ecocardiograma que evidencia válvula aórtica tricúspide bivalvularizada com regurgitação discreta sem sinal de sobrecarga ou insuficiência de ejeção (fração de ejeção dentro dos limites de normalidade) e eletrocardiograma normal. Sobre os cuidados pré-operatório é correto afirmar:
Malformação congênita valvar (ex: aórtica bivalvularizada) → risco aumentado de endocardite bacteriana, requer profilaxia para procedimentos de alto risco como CPRE.
Pacientes com malformações valvares congênitas, mesmo sem repercussão hemodinâmica significativa, possuem risco aumentado de endocardite bacteriana. Procedimentos invasivos como a CPRE, que envolvem manipulação de mucosas e podem causar bacteremia, exigem antibioticoprofilaxia nesses pacientes.
A endocardite bacteriana é uma infecção grave do endocárdio ou das válvulas cardíacas, com alta morbimortalidade. A profilaxia antibiótica é uma medida preventiva crucial para pacientes com alto risco de desenvolver a doença, especialmente aqueles submetidos a procedimentos que podem causar bacteremia transitória. A malformação congênita de válvula aórtica, como a válvula aórtica bivalvularizada, mesmo sem repercussão clínica, é uma condição de risco para endocardite. As diretrizes atuais para profilaxia de endocardite bacteriana são restritas a grupos de pacientes com maior risco de desfechos adversos, incluindo aqueles com cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas, cardiopatias congênitas reparadas com material protético (com defeito residual ou nos primeiros 6 meses), história prévia de endocardite, e pacientes com próteses valvares. A válvula aórtica bivalvularizada se enquadra no grupo de cardiopatias congênitas que aumentam o risco. Procedimentos invasivos como a Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada (CPRE), que manipulam mucosas e podem induzir bacteremia, exigem antibioticoprofilaxia nesses pacientes de alto risco. A escolha do antibiótico e o momento da administração são cruciais para a eficácia da profilaxia, visando cobrir os patógenos mais comuns associados à bacteremia do sítio do procedimento.
Condições que aumentam o risco incluem próteses valvares, endocardite prévia, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas, cardiopatias congênitas reparadas com defeito residual e transplante cardíaco com valvulopatia.
A profilaxia é recomendada para procedimentos dentários que manipulam a gengiva ou região periapical, e para procedimentos no trato respiratório ou gastrointestinal/geniturinário apenas se houver infecção ativa ou manipulação de mucosas em pacientes de alto risco.
O esquema mais comum é amoxicilina oral uma hora antes do procedimento. Para alérgicos à penicilina, clindamicina, azitromicina ou claritromicina são alternativas.
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