HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Paciente jovem, com antecedente de doença reumática que se submeteu a tratamento odontológico há cinco dias, procura o pronto socorro com quadro de febre, astenia, anorexia, taquicardia e sopro diastólico aspirativo no 2º espaço intercostal direito. O diagnóstico mais provável é:
Doença reumática + procedimento odontológico + febre + sopro novo → Investigar endocardite/endarterite infecciosa.
Pacientes com cardiopatias predisponentes, como doença reumática, e submetidos a procedimentos com bacteremia potencial (ex: odontológicos), têm risco aumentado de endocardite infecciosa. A manifestação pode ser sistêmica com febre e um novo sopro cardíaco, indicando endarterite em um canal arterial persistente.
A endarterite infecciosa de canal arterial persistente é uma forma rara de endocardite, caracterizada pela infecção do endotélio de um canal arterial que não se fechou após o nascimento. Embora menos comum que a endocardite valvar, sua importância reside na potencial gravidade e na necessidade de diagnóstico precoce. Pacientes com cardiopatias congênitas são particularmente suscetíveis. A fisiopatologia envolve a formação de vegetações bacterianas no local da lesão endotelial, frequentemente após um evento de bacteremia, como um procedimento odontológico. Os sintomas são inespecíficos, incluindo febre, astenia, anorexia e taquicardia, o que pode atrasar o diagnóstico. A presença de um novo sopro cardíaco, mesmo que atípico para PDA, em um paciente com fatores de risco, deve levantar forte suspeita. O tratamento da endarterite infecciosa é prolongado e baseia-se em antibioticoterapia intravenosa de alta dose, guiada por culturas. Em alguns casos, a intervenção cirúrgica pode ser necessária para remover vegetações grandes, reparar danos ou fechar o canal arterial. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e tratamento, sendo crucial a profilaxia em pacientes de risco antes de procedimentos invasivos.
Fatores de risco incluem cardiopatias congênitas (como canal arterial persistente), valvopatias adquiridas (doença reumática), uso de drogas intravenosas e procedimentos invasivos (odontológicos, cirúrgicos).
Procedimentos odontológicos podem causar bacteremia transitória, permitindo que bactérias colonizem lesões pré-existentes no endotélio cardíaco ou vascular, levando à endarterite ou endocardite.
Um novo sopro cardíaco, especialmente em um paciente febril com fatores de risco, é um sinal cardinal de endocardite/endarterite, indicando lesão valvar ou vascular e a necessidade de investigação urgente.
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