UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
A endarterectomia de carótida é uma cirurgia consagrada no tratamento da isquemia cerebral de origem extracraniana. Sobre suas complicações, é correto afirmar:
Complicação endarterectomia carótida → microembolização cerebral = AVC isquêmico.
A microembolização cerebral é uma complicação potencial da endarterectomia de carótida, onde pequenos fragmentos de placa aterosclerótica ou trombos podem se desprender durante o procedimento e causar um acidente vascular encefálico isquêmico.
A endarterectomia de carótida é um procedimento cirúrgico estabelecido para prevenir acidentes vasculares encefálicos (AVEs) isquêmicos em pacientes com estenose significativa da artéria carótida, especialmente aqueles sintomáticos. Embora eficaz, a cirurgia não é isenta de riscos, e o conhecimento de suas complicações é fundamental para a prática clínica e para a segurança do paciente. Entre as complicações, o acidente vascular encefálico isquêmico é o mais temido, podendo ser causado por microembolização cerebral, hipoperfusão durante o clampeamento da carótida ou trombose pós-operatória. A microembolização, especificamente, ocorre quando pequenos fragmentos da placa aterosclerótica ou trombos se desprendem e migram para a circulação cerebral. Outras complicações importantes incluem lesões de nervos cranianos adjacentes, como o nervo vago (disfonia, disfagia), o nervo hipoglosso (desvio da língua) e o ramo marginal mandibular do nervo facial (assimetria labial). O manejo das complicações envolve monitoramento rigoroso no pós-operatório, com atenção especial a sinais neurológicos. A prevenção é feita através de técnicas cirúrgicas meticulosas, uso de shunts intraluminais para manter a perfusão cerebral e controle da pressão arterial. Residentes devem estar aptos a reconhecer e manejar essas intercorrências para garantir os melhores desfechos.
As principais complicações neurológicas incluem acidente vascular encefálico isquêmico (por embolia ou hipoperfusão) e lesões de nervos cranianos (vago, hipoglosso, facial, laríngeo superior).
A microembolização pode ocorrer pelo desprendimento de fragmentos da placa aterosclerótica, trombos ou bolhas de ar durante a manipulação da artéria ou no momento da reperfusão.
Os nervos mais comumente lesados são o hipoglosso (desvio da língua), o vago (disfonia, disfagia) e o ramo marginal mandibular do nervo facial (assimetria do lábio inferior).
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