HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
A endarterectomia de carótida é uma cirurgia consagrada no tratamento da isquemia cerebral de origem extracraniana. Sobre suas complicações, é correto afirmar:
Endarterectomia carotídea → Risco de AVE isquêmico por microembolização ou lesão de nervos cranianos.
A endarterectomia de carótida, embora eficaz, carrega riscos. A microembolização de placas ateroscleróticas durante o procedimento é uma causa importante de AVE isquêmico perioperatório. Lesões de nervos cranianos adjacentes também são complicações comuns e devem ser reconhecidas.
A endarterectomia de carótida é um procedimento cirúrgico fundamental para prevenir acidentes vasculares encefálicos (AVE) isquêmicos em pacientes com estenose carotídea sintomática ou assintomática de alto grau. A indicação e a técnica cirúrgica são bem estabelecidas, mas o conhecimento das complicações é crucial para a prática segura e o manejo pós-operatório. As complicações podem ser divididas em neurológicas e não neurológicas. As neurológicas incluem o AVE isquêmico, que pode ocorrer por microembolização de fragmentos da placa aterosclerótica durante a manipulação ou por hipoperfusão cerebral durante o clampeamento da artéria. Outra complicação importante é a lesão de nervos cranianos próximos ao campo cirúrgico, como o nervo vago (disfonia, disfagia), o nervo hipoglosso (desvio da língua, dificuldade de fala e deglutição) e o ramo mandibular do nervo facial (assimetria do sorriso). O manejo das complicações envolve a prevenção rigorosa, monitorização intraoperatória e reconhecimento precoce no pós-operatório. A compreensão da anatomia cirúrgica e dos sintomas associados a cada lesão nervosa é essencial para residentes. A avaliação neurológica pós-operatória é mandatório para identificar e tratar prontamente qualquer déficit.
As principais complicações neurológicas incluem acidente vascular encefálico isquêmico (por microembolização ou hipoperfusão) e lesões de nervos cranianos adjacentes, como o vago, hipoglosso, glossofaríngeo e facial (ramo mandibular).
A lesão do nervo vago (ou seu ramo laríngeo recorrente) pode causar disfonia (rouquidão) devido à paralisia das cordas vocais e, em casos mais graves, disfagia e risco de broncoaspiração.
A monitorização intraoperatória, como eletroencefalografia (EEG) ou potencial evocado somatossensorial (PESS), é crucial para detectar sinais de isquemia cerebral durante o clampeamento da carótida e guiar a decisão de usar um shunt.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo