Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Durante uma cirurgia de revascularização aorto-femoral, o cirurgião encontra uma placa de ateroma calcificada e ocluída. Qual é o procedimento mais adequado?
Placa ateroma calcificada e ocluída em cirurgia de revascularização → endarterectomia para remover a placa e restaurar o fluxo.
Em uma cirurgia de revascularização aorto-femoral, ao encontrar uma placa de ateroma calcificada e ocluída, a endarterectomia é o procedimento mais adequado. Consiste na remoção cirúrgica da placa aterosclerótica da parede interna da artéria, restabelecendo o lúmen e o fluxo sanguíneo, sendo particularmente eficaz para lesões focais e calcificadas.
A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) é uma manifestação comum da aterosclerose, caracterizada pelo estreitamento ou oclusão das artérias que irrigam os membros. Quando a doença atinge as artérias ilíacas e femorais, pode ser necessária uma revascularização aorto-femoral para restaurar o fluxo sanguíneo e aliviar sintomas como claudicação intermitente ou isquemia crítica. Durante esses procedimentos, o cirurgião pode se deparar com diferentes tipos de lesões ateroscleróticas. Uma placa de ateroma calcificada e ocluída representa um desafio. Nesses casos, a endarterectomia é frequentemente o procedimento mais adequado. A endarterectomia consiste na remoção cirúrgica da placa aterosclerótica, juntamente com a íntima e parte da média da artéria, desobstruindo o lúmen e restaurando a patência do vaso. É particularmente eficaz para lesões focais e calcificadas, onde a remoção direta da placa é viável e pode oferecer um resultado duradouro. Outras opções de revascularização incluem o bypass com enxerto sintético ou venoso, que cria um desvio para o sangue contornar a obstrução, e a angioplastia com stent, um procedimento endovascular menos invasivo. No entanto, para uma placa calcificada e ocluída, a angioplastia pode ser menos eficaz devido à dificuldade de dilatação e ao risco de embolização. O tratamento conservador com anticoagulantes não é uma opção para uma oclusão arterial que requer revascularização cirúrgica. A escolha da técnica depende de múltiplos fatores, incluindo a localização e extensão da lesão, a presença de calcificação e a condição geral do paciente.
A endarterectomia é um procedimento cirúrgico que remove a placa aterosclerótica da camada interna da artéria (íntima), restaurando o fluxo sanguíneo. É indicada para lesões ateroscleróticas focais, estenóticas ou oclusivas, especialmente em artérias como a carótida, femoral e ilíaca.
A endarterectomia remove a obstrução diretamente, enquanto o bypass cria um novo caminho para o sangue contornar a área obstruída, utilizando um enxerto (sintético ou venoso). A escolha depende da extensão e localização da doença.
Benefícios incluem a restauração do fluxo nativo e durabilidade. Riscos incluem sangramento, infecção, reestenose e lesão nervosa. Para placas calcificadas, a endarterectomia pode ser tecnicamente mais desafiadora, mas eficaz na remoção completa da lesão.
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