IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Qual das condições abaixo é a causa mais comum de encoprese em crianças em idade escolar?
Encoprese em escolares = Retenção fecal crônica (constipação funcional) com escape por transbordamento.
A encoprese é quase sempre uma complicação da constipação crônica funcional, onde o acúmulo de fezes endurecidas leva ao escape involuntário de fezes amolecidas.
A encoprese funcional associada à constipação é responsável por mais de 90% dos casos de incontinência fecal na infância. O ciclo vicioso começa com evacuações dolorosas, que levam a criança a reter as fezes conscientemente para evitar o desconforto. Essa retenção prolongada resulta em fezes maiores e mais endurecidas, dilatando o reto e diminuindo o reflexo de evacuação. Com o tempo, a distensão crônica do reto (megacólon funcional) compromete a percepção sensorial da necessidade de evacuar. O escape fecal (soiling) é frequentemente confundido com diarreia pelos pais, mas representa o extravasamento de fezes líquidas ao redor do bolo fecal impactado. O manejo exige paciência, pois a recuperação da sensibilidade e do tônus retal pode levar meses de tratamento contínuo com laxantes e reeducação do hábito intestinal.
A encoprese é definida como a passagem repetida e involuntária de fezes em locais inadequados (como na roupa íntima) por uma criança com idade cronológica ou de desenvolvimento de pelo menos 4 anos, ocorrendo pelo menos uma vez por mês por um período mínimo de 3 meses.
Na constipação crônica, ocorre a formação de um fecaloma (massa fecal endurecida) no reto. Isso causa dilatação retal e perda da sensibilidade local. Fezes mais recentes e líquidas, vindas do cólon proximal, contornam essa massa sólida e escapam pelo esfíncter anal de forma involuntária, o que é chamado de escape por transbordamento.
O tratamento envolve a desimpactação inicial da massa fecal (com enemas ou altas doses de laxantes osmóticos), seguida de manutenção com laxantes (como polietilenoglicol) para garantir evacuações indolores, além de treinamento de hábito intestinal (sentar no vaso após as refeições) e suporte comportamental.
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