HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023
Assinale a alternativa correta sobre as encefalopatias agudas pós-infecciosas:
Encefalopatias pós-infecciosas = 1/3 dos casos de encefalite aguda, frequentemente sem agente no SNC.
As encefalopatias agudas pós-infecciosas são um grupo heterogêneo de condições neurológicas que ocorrem após uma infecção ou vacinação, sendo uma causa significativa de encefalite aguda. A dificuldade em identificar o agente etiológico no SNC é comum, pois a patogênese muitas vezes envolve mecanismos imunomediados.
As encefalopatias agudas pós-infecciosas representam um grupo heterogêneo de condições neurológicas que se manifestam após uma infecção sistêmica ou vacinação. Embora a incidência exata possa variar, elas são uma causa importante de encefalite aguda, contribuindo para uma parcela significativa dos casos, como um terço, conforme a alternativa correta. O reconhecimento precoce é crucial devido ao potencial de sequelas neurológicas. A fisiopatologia dessas encefalopatias é predominantemente imunomediada, onde a resposta imune do hospedeiro à infecção ou vacina ataca erroneamente componentes do sistema nervoso central. Isso explica por que, na maioria dos casos, não é possível identificar o agente etiológico diretamente no SNC, diferenciando-as de encefalites causadas por invasão direta do patógeno. O diagnóstico é clínico e baseado na exclusão de outras causas, com exames complementares como líquor e neuroimagem auxiliando na caracterização. O tratamento é principalmente de suporte e imunomodulador, com corticosteroides sendo frequentemente utilizados em casos de encefalomielite disseminada aguda (ADEM), uma das formas mais comuns. O prognóstico é variável, dependendo da gravidade do quadro e da extensão do dano neurológico. Para residentes, é fundamental compreender a distinção entre encefalites infecciosas diretas e as pós-infecciosas imunomediadas para um manejo adequado.
As encefalopatias agudas pós-infecciosas podem ser desencadeadas por diversas infecções virais (ex: sarampo, varicela, influenza) ou bacterianas, e também por vacinações, através de mecanismos imunomediados.
Não, frequentemente o agente etiológico não é detectado no SNC, pois a patogênese envolve uma resposta imune aberrante ao invés da invasão direta do patógeno no sistema nervoso central.
As encefalopatias agudas pós-infecciosas correspondem a uma parcela significativa dos casos de encefalite aguda, estimando-se que representem até um terço, destacando sua relevância clínica.
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