UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021
São indicadores de mau prognóstico na encefalopatia hipóxico isquêmica do recém-nascido todos os abaixo, exceto.
Poliúria persistente NÃO é indicador de mau prognóstico em EHI; Asfixia grave, HIC e convulsões precoces SÃO.
A poliúria persistente não é um indicador direto de mau prognóstico na Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica (EHI). Pelo contrário, a síndrome de secreção inadequada de ADH (SIADH), que cursa com oligúria e hiponatremia, é mais comum na EHI e pode indicar lesão cerebral. Asfixia grave, hipertensão intracraniana e convulsões de início precoce são, de fato, marcadores de pior desfecho neurológico.
A encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) é uma lesão cerebral causada pela privação de oxigênio e fluxo sanguíneo ao cérebro do recém-nascido, geralmente durante o período periparto. É uma das principais causas de mortalidade neonatal e de deficiência neurológica grave a longo prazo, como paralisia cerebral, deficiência intelectual e epilepsia. A identificação precoce de fatores de risco e indicadores prognósticos é crucial para o manejo e aconselhamento familiar. Diversos fatores são reconhecidos como indicadores de mau prognóstico na EHI. A gravidade e duração da asfixia inicial (avaliada por pH de cordão, Apgar e necessidade de reanimação), a presença de convulsões de início precoce e refratárias ao tratamento, e a evidência de hipertensão intracraniana são marcadores importantes de lesão cerebral significativa e pior desfecho neurológico. Achados na ressonância magnética cerebral, como lesões em gânglios da base e tálamo, também correlacionam-se com prognóstico desfavorável. Em contraste, a poliúria persistente não é um indicador primário de mau prognóstico na EHI. Na verdade, a disfunção renal e a síndrome de secreção inadequada de hormônio antidiurético (SIADH), que cursa com oligúria e hiponatremia, são mais comumente associadas à EHI e podem indicar lesão cerebral ou disfunção sistêmica. O manejo da EHI inclui hipotermia terapêutica, que visa mitigar a lesão cerebral secundária e melhorar o prognóstico neurológico.
Os sinais clínicos de EHI variam de acordo com a gravidade e incluem alterações do nível de consciência (letargia, coma), hipotonia, reflexos primitivos deprimidos, convulsões, dificuldade de alimentação e, em casos graves, disfunção de múltiplos órgãos.
Indicadores de mau prognóstico incluem asfixia grave e prolongada (pH < 7,0 ou déficit de base > 16), convulsões de início precoce e refratárias, achados graves na ressonância magnética cerebral, ausência de recuperação neurológica nas primeiras 72 horas e hipertensão intracraniana persistente.
A hipotermia terapêutica é um tratamento neuroprotetor padrão para recém-nascidos com EHI moderada a grave, iniciada nas primeiras 6 horas de vida. Ela reduz o metabolismo cerebral, a inflamação e a apoptose, melhorando o prognóstico neurológico e diminuindo a incidência de morte ou deficiência grave.
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