FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Indique a alternativa que corresponde a um achado clínico na EHI entre 24 e 72 horas.
EHI (24-72h) → Risco de parada respiratória, convulsões e disfunção de múltiplos órgãos.
A Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica (EHI) é uma lesão cerebral neonatal causada por asfixia perinatal. Entre 24 e 72 horas, a fase de latência e a fase secundária de lesão cerebral se estabelecem, podendo levar a manifestações graves como parada respiratória, convulsões e disfunção de múltiplos órgãos.
A Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica (EHI) é uma condição devastadora que afeta recém-nascidos, resultante de um evento de asfixia perinatal que leva à privação de oxigênio e fluxo sanguíneo para o cérebro. A gravidade da EHI é classificada de leve, moderada a grave, e suas manifestações clínicas evoluem ao longo do tempo, refletindo a complexidade da lesão cerebral. Nas primeiras 24 horas, o RN pode apresentar letargia, hipotonia e convulsões. No entanto, o período entre 24 e 72 horas é crítico, pois corresponde à fase secundária de lesão cerebral, onde ocorre a reperfusão e a liberação de mediadores inflamatórios e excitotóxicos, exacerbando o dano neuronal. Durante este período, os achados clínicos podem se agravar significativamente, incluindo convulsões mais frequentes e refratárias, piora do nível de consciência, disfunção autonômica e, em casos graves, disfunção do tronco cerebral que pode levar à parada respiratória. Respostas pupilares e oculomotoras podem estar alteradas, e distúrbios de sucção são comuns, mas a parada respiratória indica um comprometimento neurológico mais severo e agudo. O manejo da EHI nesse período é intensivo e focado em suporte vital, controle de convulsões e, se indicado e iniciado precocemente (nas primeiras 6 horas), hipotermia terapêutica. O prognóstico neurológico é variável e depende da extensão da lesão, sendo essencial o acompanhamento a longo prazo para identificar e intervir em possíveis sequelas como paralisia cerebral, deficiência intelectual e epilepsia.
A EHI é dividida em três fases: fase aguda (0-6h), fase de latência (6-24h) e fase secundária de lesão (24-72h e além), cada uma com características fisiopatológicas e clínicas distintas.
A hipotermia terapêutica, iniciada nas primeiras 6 horas de vida, é o único tratamento comprovadamente neuroprotetor para EHI moderada a grave, reduzindo a lesão cerebral secundária e melhorando o prognóstico neurológico.
O diagnóstico de EHI requer evidências de asfixia perinatal (pH < 7,0 ou déficit de base > 12 mmol/L em amostra de cordão ou primeira hora de vida), sinais de disfunção neurológica e/ou disfunção de múltiplos órgãos.
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