HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Assinale a alternativa correta sobre a encefalopatia hipóxico-isquêmica:
EHI → principal causa é asfixia perinatal; alta taxa de sequelas neurológicas.
A encefalopatia hipóxico-isquêmica é uma condição grave em recém-nascidos, com a asfixia perinatal sendo o fator etiológico mais comum. É crucial reconhecer a alta morbidade associada, pois a maioria dos acometidos pode desenvolver sequelas neurológicas significativas.
A encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) é uma das principais causas de mortalidade e morbidade neurológica em recém-nascidos, especialmente em países em desenvolvimento. É definida como uma síndrome de disfunção cerebral causada por privação de oxigênio e/ou fluxo sanguíneo cerebral. A asfixia perinatal é a causa mais comum, tornando o reconhecimento e manejo precoce cruciais para a prática clínica. A fisiopatologia da EHI envolve uma cascata complexa de eventos celulares e moleculares que levam à lesão neuronal. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios como história de asfixia perinatal, sinais de disfunção de múltiplos órgãos e achados neurológicos. A suspeita deve ser alta em recém-nascidos com baixo Apgar, necessidade de reanimação prolongada ou acidose metabólica grave ao nascimento. O tratamento da EHI visa minimizar a lesão cerebral secundária, sendo a hipotermia terapêutica o principal pilar para recém-nascidos elegíveis. O prognóstico é variável, mas uma parcela significativa dos sobreviventes, estimada em 25-50%, desenvolve sequelas neurológicas permanentes, como paralisia cerebral, epilepsia e déficits cognitivos, ressaltando a importância da prevenção e intervenção precoce.
A principal causa da encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) é a asfixia perinatal, que se refere à privação de oxigênio e/ou fluxo sanguíneo cerebral durante o período próximo ao nascimento.
As sequelas neurológicas da EHI podem incluir paralisia cerebral, epilepsia, déficits cognitivos, problemas de aprendizado e distúrbios de desenvolvimento, afetando uma parcela significativa dos sobreviventes.
A incidência da EHI varia, mas estima-se que ocorra em cerca de 1 a 6 a cada 1000 nascidos vivos a termo, sendo mais comum em países em desenvolvimento.
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