PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023
Paciente de 8 anos é admitida com história de crise convulsiva há 1 hora. No momento, encontra-se em crise convulsiva tônico-clônica com edema de membros inferiores de ++ e pressão arterial de 170 X 120, frequência cardíaca de 120 bpm. e saturação de O₂ de 98%. Contagem de plaquetas 230.000. Não urina há 12 horas. Qual o diagnóstico mais provável?
Criança com crise convulsiva + HAS grave + edema + oligúria → Encefalopatia Hipertensiva.
A encefalopatia hipertensiva em crianças é uma emergência médica caracterizada por disfunção cerebral aguda devido à elevação súbita e grave da pressão arterial. A crise convulsiva, associada à hipertensão grave e sinais de lesão de órgão-alvo (renal, como oligúria e edema), é altamente sugestiva.
A encefalopatia hipertensiva pediátrica é uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir danos neurológicos permanentes. Caracteriza-se por disfunção cerebral aguda devido a uma elevação súbita e significativa da pressão arterial, excedendo a capacidade de autorregulação do fluxo sanguíneo cerebral. É crucial para residentes identificar rapidamente essa condição, especialmente em pacientes com convulsões e hipertensão. O diagnóstico baseia-se na tríade de hipertensão arterial grave, sintomas neurológicos agudos (como convulsões, cefaleia, alteração do nível de consciência) e exclusão de outras causas. Sinais de lesão de órgão-alvo, como edema e oligúria, reforçam a suspeita. A fisiopatologia envolve a quebra da autorregulação cerebral, levando à hiperperfusão e edema vasogênico. O tratamento visa a redução controlada da pressão arterial para evitar isquemia cerebral, utilizando anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida. O manejo inclui suporte das vias aéreas, controle das convulsões e monitorização rigorosa. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da eficácia do tratamento, sendo a identificação precoce fundamental para um desfecho favorável.
A encefalopatia hipertensiva em crianças manifesta-se com cefaleia, vômitos, alterações visuais, convulsões e, em casos graves, coma, associados a hipertensão arterial grave.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, controle das vias aéreas e redução gradual da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos para evitar lesão cerebral isquêmica.
A chave é a presença de hipertensão arterial grave e sinais de lesão de órgão-alvo, como edema e oligúria, que não são típicos de outras causas primárias de convulsão.
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