Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
Encefalopatia hipertensiva acontece em indivíduos hipertensos crônicos que desenvolvem HAS maligna ou:
Encefalopatia hipertensiva = HAS maligna OU elevação aguda PA em normotenso → Falha autorregulação cerebral.
A encefalopatia hipertensiva ocorre quando há uma elevação súbita e grave da pressão arterial que excede os limites da autorregulação cerebral, levando à hiperperfusão, disfunção da barreira hematoencefálica e edema cerebral. Isso pode acontecer em hipertensos crônicos com HAS maligna ou em normotensos com elevações agudas da PA.
A encefalopatia hipertensiva é uma emergência médica grave, caracterizada por disfunção cerebral aguda resultante de uma elevação súbita e acentuada da pressão arterial. Embora seja mais comumente associada à hipertensão maligna em pacientes com hipertensão crônica, também pode ocorrer em indivíduos previamente normotensos que experimentam elevações agudas da PA por outras causas, como feocromocitoma, eclampsia ou glomerulonefrite aguda. A condição é potencialmente reversível com o tratamento adequado e imediato da pressão arterial. A fisiopatologia central da encefalopatia hipertensiva reside na falha dos mecanismos de autorregulação da perfusão cerebral. Normalmente, os vasos cerebrais se contraem ou dilatam para manter um fluxo sanguíneo cerebral constante, mesmo com variações na pressão arterial sistêmica. No entanto, quando a pressão arterial excede um limite crítico (geralmente > 180/120 mmHg, mas pode ser menor em normotensos), esses mecanismos falham, levando à dilatação passiva dos vasos, hiperperfusão cerebral, disfunção da barreira hematoencefálica e formação de edema vasogênico. O tratamento da encefalopatia hipertensiva é uma emergência e visa a redução gradual e controlada da pressão arterial para evitar danos cerebrais adicionais e complicações isquêmicas. Medicamentos intravenosos de ação rápida, como nitroprussiato de sódio, labetalol ou nicardipino, são frequentemente utilizados. O prognóstico é geralmente bom se a pressão arterial for controlada rapidamente, mas atrasos no tratamento podem levar a lesões cerebrais permanentes ou morte. É crucial o reconhecimento precoce dos sintomas neurológicos associados à crise hipertensiva.
Os sintomas incluem cefaleia intensa, náuseas, vômitos, alterações visuais (visão turva, diplopia), confusão mental, convulsões e, em casos graves, coma. Podem ocorrer déficits neurológicos focais transitórios.
A autorregulação cerebral mantém o fluxo sanguíneo cerebral constante dentro de uma faixa de pressão arterial. Quando a PA excede esse limite, os vasos cerebrais se dilatam passivamente, levando à hiperperfusão, disfunção da barreira hematoencefálica e edema vasogênico, característico da encefalopatia.
A encefalopatia hipertensiva é uma emergência hipertensiva com disfunção cerebral difusa reversível, enquanto o AVC isquêmico é uma lesão focal irreversível. A encefalopatia é causada por hiperperfusão e edema, enquanto o AVC isquêmico é por hipoperfusão e oclusão vascular.
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