CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2021
A Ressonância Magnética é o exame diagnóstico de maior valor para o diagnóstico da encefalopatia hipertensiva. Sendo correto o item:
Encefalopatia hipertensiva (PRES) na RM T2 → lesões hiperintensas na substância branca, preferencialmente parieto-occipitais.
A encefalopatia hipertensiva, frequentemente associada à Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES), manifesta-se na RM por edema vasogênico, que aparece como lesões hiperintensas nas sequências T2 e FLAIR, com predileção pelas regiões posteriores do cérebro.
A encefalopatia hipertensiva é uma emergência neurológica caracterizada por disfunção cerebral aguda devido a uma elevação súbita e grave da pressão arterial. É uma manifestação da Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES), que pode ser causada por diversas condições além da hipertensão, como eclampsia, uso de imunossupressores e doenças autoimunes. O reconhecimento precoce e o manejo agressivo da hipertensão são cruciais para prevenir danos cerebrais permanentes. A Ressonância Magnética (RM) é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico da encefalopatia hipertensiva/PRES, sendo superior à tomografia computadorizada na detecção das lesões iniciais. Os achados característicos na RM incluem lesões hiperintensas nas sequências T2 e FLAIR (Fluid-Attenuated Inversion Recovery), que refletem edema vasogênico. Essas lesões são tipicamente bilaterais e simétricas, com predileção pelas regiões posteriores do cérebro, como os lobos parietais e occipitais, mas também podem afetar o cerebelo, tronco cerebral e lobos frontais. O edema vasogênico ocorre devido à falha da autorregulação cerebrovascular, permitindo a passagem de fluidos e proteínas do espaço intravascular para o extravascular. O tratamento consiste no controle rápido e cuidadoso da pressão arterial para evitar a progressão do edema e restaurar a integridade da barreira hematoencefálica. A reversibilidade das lesões é uma característica marcante da PRES, mas a demora no tratamento pode levar a complicações como hemorragia intracraniana, infarto cerebral e sequelas neurológicas permanentes.
Os sintomas incluem cefaleia intensa, náuseas, vômitos, alterações visuais (visão turva, cegueira cortical), convulsões e estado mental alterado, em um contexto de hipertensão arterial grave e aguda.
A fisiopatologia envolve uma falha na autorregulação do fluxo sanguíneo cerebral devido à hipertensão aguda e grave, levando à hiperperfusão e ruptura da barreira hematoencefálica, resultando em edema vasogênico, predominantemente nas regiões posteriores do cérebro.
A Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES), que é a manifestação radiológica da encefalopatia hipertensiva, é geralmente reversível com o controle adequado da pressão arterial. No entanto, em casos graves ou com atraso no tratamento, podem ocorrer sequelas permanentes ou complicações hemorrágicas.
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